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Cotidiano
30/06/2001 - 09h54

Entidades comemoram condenação de coronel Ubiratan

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da Folha Online

Entidades de direitos humanos comemoraram a condenação do coronel Ubiratan Guimarães a 632 anos pelos 102 mortos no massacre do Carandiru (9 mortes por armas brancas não foram imputadas ao coronel) e mais 20 anos por 5 tentativas de homicídio.

Ubiratan poderá recorrer em liberdade por ser primário e ter endereço fixo.

"Foi uma marco histórico. Estava nítido que o coronel deu carta branca para que seus subordinados entrassem [no presídio] para matar", disse o coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves.

Para Ariel, a condenação do coronel abre precedentes para que outros casos semelhantes não fiquem impunes e para que outros 84 PMs que respondem a processo pelo massacre sejam condenados.

"Certamente ganhamos credibilidade, não só em relação às entidades internacionais, mas aqui no Brasil, para que os demais policias envolvidos sejam condenados."

A Anistia Internacional, após a divulgação da sentença, divulgou comunicado saudando a decisão do júri em São Paulo. Para a Anistia, a decisão do júri deve ser atribuída às falhas do sistema policial brasileiro e em uma atitude individual e policial que não pode ser aceita.

Leia mais sobre o massacre do Carandiru.
 

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