Porteiro confessa assassinato de arquiteta em São Paulo, diz polícia
da Folha Online
O porteiro Jadson José dos Santos, 32, que trabalhava no prédio onde o corpo da arquiteta Jamile de Castro Nascimento, 24, foi encontrado --ela estava desaparecida desde o dia 17 de julho em São Paulo-- confessou nesta quarta-feira ter matado a vítima para roubá-la, segundo a polícia.
| Mastrangelo Reino/Folha Imagem |
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| Porteiro Jadson José dos Santos, 32, suspeito pela morte de arquiteta |
Jamile foi até o prédio para realizar uma avaliação no imóvel, que fica na Vila Mariana (zona sul), e nunca mais foi vista. De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), Santos confessou aos policiais da DAS (Divisão Anti-Seqüestro) que matou a arquiteta com uma pancada na cabeça.
De acordo com o depoimento, o suspeito observou Jamile quando ela entrou no prédio. Ao voltar, a arquiteta foi abordada por Santos, que pediu que ela preenchesse um papel. Quando ela se aproximou para atender ao pedido, o porteiro bateu com sua cabeça no chão.
O corpo de Jamile foi localizado ontem (14) em uma fossa do prédio. A causa da morte, de acordo com a SSP, foi traumatismo craniano. O próprio suspeito apontou o local onde o corpo da arquiteta estava.
| Divulgação |
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| A arquiteta Jamile de Castro, 24, morta em SP |
No dia seguinte ao desaparecimento da arquiteta, a DAS descobriu que um cartão de crédito de Jamile havia sido usado para comprar dois celulares em uma loja que fica na zona leste da cidade. Os investigadores, então, procuraram a vendedora e pediram que ela entrasse em contato com o comprador dos telefones pedindo para trocá-los por causa de um defeito.
O porteiro foi preso ao retornar à loja com o carro de Jamile --um Palio--, os cartões e os documentos dela.
Em seus primeiros depoimentos, Santos afirmou à polícia que recebeu de criminosos o carro e os cartões de Jamile.
Santos responderá por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. Ele ainda é suspeito de seqüestro relâmpago em outros três inquéritos.
Frieza
De acordo com a SSP, a mãe de Jamile chegou a ir ao prédio para perguntar se alguém havia visto a arquiteta no dia em que ela desapareceu. Ela foi atendida por Santos, que chegou a fazer a descrição das características da arquiteta para sua mãe. O porteiro recomendou que a mãe procurasse pela filha em hospitais e no IML (Instituto Médico Legal).
Os pais de Jamile estão em estado de choque, de acordo com a SSP. Uma avó da arquiteta passou mal e teve de ser internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital da cidade.
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