Sem obras, Cumbica se esgotará em três anos, diz executivo da TAM
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
O vice-presidente financeiro da TAM, Líbano Barroso, disse nesta quinta-feira que, se não receber investimentos, o aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), se esgotará em apenas três anos. De acordo com ele, a previsão era que o gargalo ocorresse em cinco anos. Porém, a transferência de vôos de Congonhas (zona sul de São Paulo) antecipou o esgotamento do terminal.
Há pouco mais de um mês, Congonhas recebia 18 milhões de passageiros por ano enquanto sua capacidade máxima é para 12 milhões. Depois do acidente com o vôo 3054 da TAM --que matou cerca de 200 pessoas--, o governo federal tem adotado medidas para desafogar Congonhas. Uma delas foi transferir vôos para Cumbica.
Para o executivo da TAM, o gargalo em Cumbica só pode ser evitado se, nos próximos três anos, o governo concluir a construção do terceiro terminal de passageiros e da terceira pista --previstos no projeto original do aeroporto. A única obra em andamento é a do terceiro terminal e a previsão é a de que ela seja concluída apenas em 2012.
Barroso afirmou ainda que as restrições impostas aos vôos de Congonhas devem reduzir o número de horas voadas em 30 minutos a 90 minutos diários, para cada aeronave; e que os próximos vôos a serem criados pela companhia terão que entrar fora dos intervalos de pico, ou seja, das 7h às 10h e das 19h às 23h.
Para ele, neste momento, é mais viável expandir o aeroporto de Cumbica que construir um novo terminal em São Paulo.
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