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Cotidiano
19/08/2007 - 10h28

Após recall, entidades alertam para compra de brinquedo

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da Folha de S.Paulo

Nem é Dia das Crianças, mas o recall mundial da líder do mercado de fabricantes de brinquedos Mattel --que só no Brasil teve de recolher 850 mil peças com potencial de risco-- levantou questões sobre segurança e cuidados que os pais devem tomar na hora da compra.

A Folha ouviu especialistas, pais, ONGs, órgãos reguladores e de fiscalização e a Sociedade Brasileira de Pediatria e, de todos, em uníssono, obteve as seguintes recomendações:

1) Só comprar brinquedo com o selo do Inmetro, tanto produtos nacionais quanto artigos importados;

2) Não comprar produtos piratas no comércio informal, como em feiras e camelôs;

3) Selecionar o produto adequado à faixa etária da criança;

4) Ler (e seguir) atentamente as instruções de uso.

Robert Puggla/Efe
No Equador, brinquedos da Mattel fabricados na China tiveram de ser destruídos
No Equador, brinquedos da Mattel fabricados na China tiveram de ser destruídos

Autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) é o órgão normativo que regula medições nos produtos e é responsável pela liberação.

Nos Estados, cabe ao Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), órgão delegado do Inmetro, fazer a fiscalização de rua.

Diretor da qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo explica que os brinquedos da Mattel "chegaram ao mercado por um descuido no processo produtivo". Segundo diz, o Brasil é mais exigente que a União Européia nos requisitos de segurança para liberação.

"Colocar requisitos a mais no produto onera a produção e encarece o brinquedo para o consumidor. A lógica do estudo é essa aí", diz Lobo.

Lado positivo

Especialista em bem-estar das crianças, a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Luciana O'Reilly, vê um lado positivo no caso Mattel.

"É uma oportunidade para questionar as normas vigentes e as normas de certificação que precisam ser revistas", avalia.

Em São Paulo, o Ipem diz ter feito consultas ao Inmetro sob a necessidade de blitze para apreensão de produtos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a supervisão dos pais durante as brincadeiras e o correto armazenamento dos brinquedos para não misturar peças de irmãos de idades diferentes.

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