Publicidade

Cotidiano
19/08/2007 - 13h21

Sem Bahamas, aumenta concorrência entre garotas de programa em SP

Publicidade

HERMANO FREITAS
do Agora

Desalojadas com a interdição da boate de Oscar Maroni Filho, há duas semanas, garotas de programa do Bahamas se dividem agora entre outros pontos de prostituição de luxo. Um deles é o Café Millenium, na Aclimação (zona sul). O outro, o Café Photo, no Itaim Bibi (zona sul).

A reportagem do Agora visitou as duas casas como cliente e conversou com as garotas para tentar descobrir qual o destino das que ganhavam a vida no Bahamas. Entre as profissionais do sexo, a migração causou descontentamento. Pelo menos 20 delas teriam buscado abrigo no Café Photo. Segundo as meninas desta casa, as do Bahamas estariam deslocadas por causa da alta sofisticação do lugar, freqüentado por clientes de poder aquisitivo ainda mais elevado, alguns estrangeiros.

Diego Padgurschi/Folha Imagem
Boate Bahamas fica em local vizinho ao hotel construído por Oscar Maroni Filho na zona sul
Boate Bahamas fica em local vizinho ao hotel construído por Oscar Maroni Filho na zona sul

Elas acusam as colegas do Bahamas de serem mais diretas e se vestirem "vulgarmente", o que seria uma característica da boate de Maroni. Claudia (nome fictício), 25 anos, que trabalha no Photo há quatro meses, diz que era comum as garotas circularem na boate de Moema apenas de calcinha e sutiã --ou mesmo nuas. "No Bahamas as meninas começavam a passar a mão no cliente já na entrada. Muitas vezes se via cenas explícitas no meio de todos."

Entre as regras de comportamento que uma garota do Café Photo deve observar está a de jamais abordar o cliente para se oferecer. Outra é pedir sempre R$ 500 pelo programa, para, então, negociar. De tempos em tempos, o Photo faria uma "limpa" entre as garotas, mandando embora diversas meninas. O local tem três ambientes, um com música ao vivo, outro com restaurante e telões e o terceiro com jogos de mesa e computadores com acesso a internet --todos decorados com temática sexual e bares com todo o tipo de bebidas e charutos importados. Um flat nas proximidades --que seria dos mesmos donos, segundo as garotas-- facilitaria o encontro.

Já as que migraram para o Millenium reclamam que o programa rendia no mínimo R$ 500 no Bahamas. Na casa da Aclimação, os programas dificilmente ultrapassam os R$ 300. Fernanda, 22 anos, revela que, depois do fechamento do Bahamas, a direção do Millenium teria dado ordem para que fosse desativado o palco onde aconteciam os shows de strip-tease. "Era normal que as meninas andassem seminuas no meio dos clientes aqui também, mas depois que o Bahamas fechou aqui está como uma balada comum." Carolina, 30 anos, revela que trabalhou na casa de Maroni antes que fosse lacrada. "Era um verdadeiro 'fast food' do sexo. Tudo muito rápido."

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca