Força-tarefa combate comércio ilegal no Brás; camelôs protestam
da Folha Online
Um grupo de camelôs que atua irregularmente nas ruas do Brás, no centro de São Paulo, realiza um protesto desde a madrugada desta segunda-feira. Segundo a Polícia Militar, no final da manhã, os manifestantes chegaram a atirar ovos em lojas e PMs. Uma pessoa foi detida. Não há registro de feridos.
Os problemas começaram quando uma força-tarefa iniciou uma operação de combate à atuação do comércio ilegal na feira da madrugada, que acontece de segunda a sábado, das 3h às 7h. De acordo com a prefeitura, cerca de 2.600 ambulantes atuam ilegalmente na feira, que ocupa as ruas Oriente, Monsenhor de Andrade, Barão de Ladário, Miller, Maria Marcolina, Casemiro e Xavantes.
| Rivaldo Gomes/Folha Imagem |
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| Camelôs protestam durante a feira da madrugada, no Brás (centro de São Paulo) |
Participaram da força-tarefa as polícias Militar e Civil e representantes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), da SPTrans (empresa que gerencia o transporte na cidade), da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo), da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e da Eletropaulo (empresa que gerencia o fornecimento de energia elétrica na cidade).
Para evitar a montagem das barracas irregulares, a força-tarefa realizou bloqueios nas ruas. Houve tumulto. Os manifestantes permaneciam no local às 13h, de acordo com a PM.
Em março passado, cerca de 2.000 camelôs foram retirados pela prefeitura do largo da Concórdia (centro), que foi revitalizado. Na época, a prefeitura distribuiu TPUs (termos de permissão de uso) para 602 vendedores ambulantes. Os demais permaneceram irregulares. Desde então, a subprefeitura da Mooca, responsável pela região do Brás, intensificou as ações de combate ao comércio irregular no bairro.
Na sexta-feira (17), uma fiscalização apreendeu oito caminhões de produtos ilegais.
Sem TPUs
Na semana passada, a prefeitura anunciou a suspensão da emissão de novos TPUs para ambulantes por um ano. Conforme portaria publicada no "Diário Oficial" municipal, a medida era necessária devido à "necessidade urgente de solucionar os problemas decorrentes do aumento do comércio informal na cidade."
O prazo da suspensão é prorrogável por mais um ano.
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