"Ela se fazia de boazinha", afirma vítima de golpe
da Folha de S.Paulo
do Agora
Após uma noite tórrida em um hotel de Barretos (SP), o estudante de direito Pedro Henrique Queiroz, 19, acordou de manhã com o talão de cheques mais magro, com cinco folhas a menos. "Não percebi nada na hora. Ela se fazia de boazinha e de manhã me tratou normalmente."
Queiroz afirma ter sido uma das vítimas de Kelly Samara Carvalho Santos. Ele relata: "Estava de férias em Barretos, quando ela chegou com três garrafas de uísque Black Label e disse: 'Vocês estão bebendo cerveja. Cerveja é coisa de pobre'". O jovem procurou ontem a polícia para depor.
Freqüentemente vestida com roupas de grife, Kelly fazia questão de ressaltar seus predicados financeiros. Queiroz diz que só arcou com o prejuízo de uma folha de cheque: uma corrida de táxi de Barretos a SP no valor de R$ 1.100 (o taxista soube do golpe e abateu R$ 400).
Namoro de R$ 100 mil
Já o empresário Gianpaolo Gelleni, 31, que teve um romance de 15 dias com Kelly, disse à polícia que seu prejuízo foi de R$ 100 mil. Foi dele que ela furtou uma gravura do pintor Joan Miró, de US$ 18 mil (cerca de R$ 37 mil), além de cheques e cartão.
Ele conta que Kelly gostava de chegar às lojas usando carro blindado, dirigido por motorista particular. E que começou a desconfiar dela pelos erros de português.
Segundo o delegado Reinaldo Vicente Castello, titular do 15º DP, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo, onde o caso é investigado, dez homens e uma mulher que telefonaram ontem se dizendo vítimas de Kelly serão convocados para depor.
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