Passeata atrapalha trânsito na região central de SP
da Folha Online
O grupo que participa de manifestação convocada por profissionais da rede estadual de ensino iniciou uma passeata pelas ruas do centro de São Paulo por volta das 15h25 desta sexta-feira. Os manifestantes, que estavam reunidos na praça da Sé, seguem para a Secretaria da Educação, na praça da República, também no centro da cidade.
A manifestação deve complicar o trânsito na região. Ruas próximas à praça da Sé estão interditadas. Durante a passeata, o grupo deve seguir pelas ruas Boa Vista, Libero Badaró, viaduto do Chá, praça Ramos, rua Conselheiro Crispiniano e avenida São João, até a praça da República.
O protesto convocado pelos professores --que reivindicam reajuste salarial-- começou no início da tarde. A expectativa da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) é reunir cerca de 30 mil pessoas. Segundo estimativa da Polícia Militar, entre 6.000 e 7.000 pessoas participam do ato.
Manifestantes que integram a Jornada Nacional de Lutas --organizada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e que conta com movimentos sociais e entidades de classe-- também participam do protesto na Sé.
No início da noite, os estudantes afirmam que voltarão a se encontrar na rua Vergueiro, em um protesto por melhorias nas faculdades privadas. De acordo com a UNE, a via foi escolhida por ser uma área que abriga várias universidades. O ato marca o fim da Jornada de Lutas, que começou na segunda-feira (20).
Jornada de Lutas
Durante a semana, estudantes e integrantes de movimentos sociais realizaram protestos em diferentes Estados. Em São Paulo, a ocupação da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, terminou com a entrada no prédio da tropa de choque, da Polícia Militar, após pedido do diretor da faculdade, João Grandino.
Cerca de 200 pessoas que não deixaram o prédio com a chegada da polícia foram levadas para a delegacia para serem identificadas e liberadas em seguida.
Os manifestantes afirmaram que houve truculência da polícia. A PM rebateu, afirmando que apenas cumpriu o pedido do diretor, em uma ação considerada "calma".
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