Gaudenzi defende mudança no marco regulatório do setor aéreo
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Infraero (estatal que administra dos aeroportos), Sérgio Gaudenzi, admitiu nesta segunda-feira a existência de "zonas cinzentas" na administração do setor aéreo brasileiro com a sobreposição de funções entre os órgãos que administram a área. Gaudenzi defendeu mudanças no marco regulatório do setor para evitar que a Infraero, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) tenham seus papéis de atuação definidos.
"É preciso que fique muito claro a missão de cada um porque, primeiro, aí ninguém bate cabeça. Segundo, porque ninguém põe a culpa no outro, cada um assume sua própria culpa", disse.
Gaudenzi admitiu que, em alguns casos, os três órgãos deixam de atuar porque não sabem até onde podem agir sem interferir nos trabalhos dos outros. "Não existe um marco regulador muito claro, há zonas cinzentas, um pode entrar e o outro pode entrar, o que é ruim. E o que é pior: um não entra e o outro também não entra porque um espera pelo outro."
O presidente da Infraero evitou comentar o pedido de demissão da diretora da Anac, Denise Abreu. Gaudenzi disse apenas acreditar que o ministro Nelson Jobim (Defesa) não terá dificuldades para encontrar um substituto para a diretora.
"O ministro é uma pessoa muito decidida, ele conversa e depois decide, resolve. Não creio que ele tenha nenhuma dificuldade para colocar outra pessoa no lugar", afirmou.
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