Cotidiano
27/08/2007 - 12h10

Gaudenzi quer mudanças no sistema de informação a passageiros

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Infraero (estatal que administra dos aeroportos), Sérgio Gaudenzi, disse nesta segunda-feira que vai trabalhar por mudanças no sistema de informações aos passageiros nos aeroportos. Ele admitiu falhas no repasse de informações aos passageiros provocadas pela falta de definição das funções dos órgãos que administram o setor aéreo.

"Vamos ter de ver como fica o quadro agora, quem faz o que, de quem é a responsabilidade para cada um assumir a sua. Estamos nos preparando para fazer a divulgação mais precisa possível das informações aos passageiros. A Infraero começa a se preparar para isso", afirmou.

Na opinião de Gaudenzi, os painéis que informam sobre pousos e decolagens nos aeroportos precisam efetivamente trazer informações concretas sobre os vôos.

"Temos problemas de informação incompleta, vôo atrasado que não diz nada ao passageiro. Precisamos saber se está atrasado em tantas horas, ou retido em tal lugar, informar com antecedência para que ele [passageiro] não se desloque ao aeroporto", afirmou.

Gaudenzi disse que os passageiros têm direito a exigir serviços melhores porque "não pagam barato" pelas passagens aéreas. A exemplo do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o presidente da Infraero também defendeu mudanças no espaço interno das aeronaves para garantir maior conforto aos passageiros.

"[É uma questão de] segurança, não se evacua rapidamente um avião com poltronas naquele espaço. Vai ter gente que não vai conseguir sair, o que é lamentável. E o pouso de barriga não consegue ficar naquela posição com o espaço que se tem hoje. É preciso que haja também um espaço para o passageiro que pagou ter o direito de ler um jornal durante o vôo", disse.

Gaudenzi também criticou as multas impostas pelo governo às empresas aéreas. "O meu palpite é que as multas são pequenas, e sendo pequenas, às vezes não se trabalha para se corrigir os defeitos porque as multas são irrisórias."

O presidente da Infraero disse que a estatal está fazendo um levantamento geral de aeroportos para identificar os principais problemas a serem solucionados. "Algumas deficiências são de maior montante, e já estão sendo atendidas, como Guarulhos e Congonhas. Outras são menores e precisam ser atendidas para que não sejam maiores. Não temos a cultura da manutenção, preventiva. A corretiva tem de parar aeroporto, é um transtorno."

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