Corregedoria ouve policiais da cadeia de Ponte Nova
da Folha Online
A Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais começou nesta segunda-feira a ouvir policiais que estavam na delegacia de Ponte Nova quando 25 presos da unidade morreram carbonizados, na última quinta-feira (23).
Os policiais passaram a ser investigados depois que parentes de presos disseram que agentes teriam facilitado o massacre de presos. De acordo com as investigações da Polícia Civil, 25 detentos da cela 9 arrombaram o cadeado e foram à cela 8, onde havia outros 25 presos de um grupo rival.
Os presos da cela 9 atearam fogo à cela dos rivais usando um colchão embebido em líquido inflamável. A rixa entre os grupos teria sido causada pela disputa por pontos de venda de drogas em Ponte Nova.
Quatro policiais já prestaram depoimento, de acordo com a Polícia Civil. Foram ouvidos o delegado regional Luiz Carlos Chartouni, delegado Wanderley José Miranda de Araújo Júnior, responsável pela cadeia pública, o agente Antero Marcos de Souza e o agente Marco Antônio do Nascimento Antônio. O teor das declarações não foi divulgado.
Também nesta segunda-feira, o IML (Instituto Médico Legal) voltaram à cadeia para realizar uma perícia complementar.
Identificados
Até esta segunda-feira, 21 dos 25 mortos já foram identificados:
- Antônio Henrique Barbosa, 38 anos
- Bruno da Silva Simplício, 22 anos
- Carlos Alexandre Nazário, 25 anos
- Dalton Arlei Felício, 19 anos
- Darlen José da Silva, 19 anos
- Fernando Aparecido da Silva, 22 anos
- Francisco Gomes Bueno, 37 anos
- Giovani Inez, 30 anos
- Gleison Geraldo Inez, 25 anos
- Jeferson Anacleto Silva, 21 anos
- Jhonny Ronan Bento, 21 anos
- José Adriano Monteiro, 23 anos
- Juarez Lopes Duarte, 59 anos
- Márcio Sales Vitorino, 27 anos
- Pedro Paulo Felício Flores, 38 anos
- Ricardo Gomes Dias, 29 anos
- Romário Fernandes de Sales, 31 anos
- Ronaldo Francisco Santana da Silva, 25 anos
- Severino dos Santos Custódio, 28 anos
- Sinésio de Paula Alves, 20 anos
- Ulisses Freitas Abreu, 23 anos
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