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Cotidiano
30/08/2007 - 09h29

PM mantém vigilância reforçada no Brás após confronto com camelôs

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GABRIELA MANZINI
da Folha Online

O policiamento na região do bairro Brás, famoso centro de comércio popular de São Paulo, continuava reforçado pela tropa de choque da Polícia Militar, às 9h desta quinta-feira. Entre a madrugada e o começo da manhã, houve confronto entre PMs e camelôs irregulares que tentavam iniciar a chamada feira da madrugada.

Os camelôs chegaram a montar cavaletes de barracas e estender algumas lonas, mas foram repreendidos pela PM. Eles, então, bloquearam a rua Oriente com lixo e madeira incendiados e chegaram a atear fogo a uma loja. Os PMs reagiram com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, enquanto os camelôs, encurralados, jogaram uma caçamba de lixo no meio da rua e atiraram pedras e paus.

O bloqueio da rua Oriente começou às 3h e terminou às 6h30, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). O Corpo de Bombeiros não socorreu feridos.

Durante o protesto, sete pessoas foram detidas e encaminhadas a delegacias da região, conforme a PM.

Há meses, a PM, a GCM (Guarda Civil Metropolitana) e a subprefeitura da Mooca integram uma força-tarefa para acabar com a feira que acontece de segunda a sábado, das 3h às 7h. Dela participam cerca de 2.600 camelôs sem TPUs (Termos de Permissão de Uso), dos quais muitos foram retirados em março passado do largo da Concórdia (centro de São Paulo).

Semanas atrás, a prefeitura anunciou a suspensão da emissão de novos TPUs durante um ano. Em portaria publicada no "Diário Oficial" municipal, a administração municipal afirmou que a medida era necessária devido à "necessidade urgente de solucionar os problemas decorrentes do aumento do comércio informal na cidade".

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