Governo confirma mais de cem pessoas feridas em acidente de trens
da Folha Online
Texto atualizado às 9h48 do dia 31/08/2007
A Secretaria de Estado da Saúde e a Polícia Civil do Rio confirmaram que cerca de cem pessoas ficaram feridas no acidente com dois trens em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense). Oito pessoas morreram no choque dos vagões, na tarde desta quinta-feira. Os corpos foram levados para o IML (Instituto Médico Legal) do município.
O número de vítimas, no entanto, é impreciso. A Secretaria Estadual de Saúde contabiliza 101 feridos, mas o próprio secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, havia dito que o número de feridos chegava a 111.
A perícia no local do acidente foi suspensa por volta das 21h e será retomada na manhã de sexta (31), de acordo com a Polícia Civil. A linha será liberada para a circulação de trens somente após a conclusão do trabalho dos peritos.
O secretário da Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que ainda é prematuro falar sobre as causas do acidente.
O acidente aconteceu por volta das 16h10, quando um trem com passageiros que havia saído às 15h10 da Central do Brasil bateu em outra composição que atravessava a linha. A segunda composição estava vazia porque havia passado por manutenção recentemente e estava em testes.
Os feridos foram encaminhados para os hospitais Getúlio Vargas, no Rio, Hospital Municipal de Duque de Caxias, Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (Saracuruna), além do Hospital da Posse e o postos de saúde de Austin, ambos em Nova Iguaçu.
Às 19h, o Corpo de Bombeiros encerrou as operações de resgate das vítimas. Um guindaste deve erguer o trem para verificar se ainda há alguma vítima sob as ferragens. O Batalhão de Polícia Ferroviária e a Defesa Civil afirmam que a possibilidade de haver mais pessoas nas ferragens está praticamente descartada.
Diariamente, cerca de 100 mil pessoas utilizam o ramal no qual está a estação Austin. A concessionária estima que entre 700 e 800 pessoas estavam na composição no momento do acidente. Em nota, a Supervia afirmou que "não irá economizar esforços em relação aos atendimentos às famílias e aos feridos".
Desespero
A estudante Maíra Reis,17, mora ao lado da linha férrea onde ocorreu o acidente. Ela estava com um grupo de amigas em casa, quando ouviu o estrondo do acidente.
"Eu estava em meu quarto com as minhas amigas. Do nada a gente escutou um estrondo muito forte.Subimos para o terraço porque dá pra ver a linha. Vimos pessoas gritando, ensanguentadas, pedindo socorro. Não deu pra ver os mortos, havia muita confusão", afirmou a estudante.
Como sua casa fica muito próxima a linha, ela chegou a ajudar uma mulher que estava no vagão. Ela deu água com açúcar para uma mulher. "Ela tremia muito, estava muito nervosa", afirmou a adolescente.
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