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Cotidiano
31/08/2007 - 17h25

Técnicos analisam "caixas-pretas" de trens que colidiram

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DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio

A comissão de técnicos da Supervia formada para investigar o acidente envolvendo dois trens em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense) já está analisando os sistemas de registros dos trens que colidiram. Oito pessoas morreram na colisão, ocorrida na tarde de quinta-feira (30).

De acordo com a Supervia, o trem prefixo UP-171 com cerca de 700 passageiros seguia para a estação Japeri a cerca de 80 km/h quando bateu na traseira de outro trem, vazio, prefixo WP-908, que realizava manobras em uma bifurcação. Depois do impacto, o trem lotado ainda descarrilou, derrubou uma árvore e bateu em uma das paredes da estação Austin.

Os sistemas de registro dos trens são análogos às caixas-pretas dos aviões. Parte dele fica na própria composição, onde é armazenada a variação de velocidade do trem, e parte fica no centro de controle de operações, na Central do Brasil, onde são registradas as conversas entre os maquinistas e o controle.

"O maquinista simplesmente acelera e freia o trem, mas quem dá o direcionamento é o operador", disse João Gouveia, diretor operacional da Supervia, concessionária que administra os trens.

Gouveia explicou que os maquinistas permanecem sempre com a mão no manete de aceleração das composições. Se o manete for solto por qualquer motivo, os freios de emergência são acionados e o trem pára.

Segundo o presidente da Supervia, Amin Alves Murad, a comissão será formada por técnicos das áreas de vias permanente, rede aérea e material rodante. Segundo Murad, os dados do sistema de registro não foram requisitados pela polícia. "Não tem nada escondido. O que o poder público pode olhar o que quiser", disse.

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