Polícia mata homem que manteve reféns em fórum de RO
da Folha Online
O comerciante João Carlos Patrian, que manteve reféns no fórum de Ariquemes (RO), foi morto pela polícia no final da tarde desta sexta-feira. Ontem (30), após participar de uma sessão no fórum, Patrian rendeu seis pessoas para reivindicar a resolução de seus problemas judiciais. Hoje, durante as negociações com a polícia, o comerciante seguiu com uma das vítimas até o município de Buritis, onde tinha um comércio de calçados e onde ocorreu o tiroteio. Patrian portava duas armas.
Segundo informações da PM (Polícia Militar), ao chegar na cidade, Patrian libertou a refém e começou a atirar. Policiais do grupo de elite que acompanhavam o comerciante reagiram, e balearam o comerciante. De acordo com a polícia, não há registro de outra vítima.
As negociações com Patrian foram tensas. Das seis pessoas rendidas, duas foram libertadas ontem. Na manhã desta sexta, ele concordou em trocar um terceiro refém por alimentos --o café da manhã.
Ainda pela manhã, o comerciante sinalizou deixar o fórum, mas exigiu ser levado para a comarca de Buritis --onde tem residência--, armado e com os reféns como garantia de que nada sofreria, de acordo com informações do TJ (Tribunal de Justiça) do Estado.
Ele deixou o fórum de Ariquemes no início da tarde, com duas reféns. O veículo foi guiado por uma pessoa que integrava a equipe de negociação. Uma das vítimas foi libertada ao chegar em Buritis.
Na cidade, ele chegou a parar em uma lanchonete. Por várias ocasiões, apontou a arma para a própria cabeça.
Depois, em meio às negociações, ele libertou a refém e passou a disparar diversos tiros, de acordo com a PM. Na reação, foi atingido.
Problemas judiciais
Patrian pedia a resolução de seus problemas judiciais. A Polícia Militar afirmou que a maioria das ações contra ele é da área cível, relacionadas a cobranças de dívidas.
A ação teria sido motivada pela penhora judicial de seu carro, usado para chegar ao fórum, na manhã de quinta. Dentro do veículo havia um coquetel molotov, com pavio que chegou a ser aceso por Patrian. O artefato foi desativado. Os bombeiros afirmaram que não havia possibilidade real de explosão.
Patrian, afirmou a polícia, era paciente psiquiátrico e tomava remédios controlados.
Com Agência Folha
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