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Cotidiano
02/09/2007 - 19h47

Delegado baleado no Rio apresentou dossiê contra policiais

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da Folha Online

O delegado Alexandre Neto, da DAS (Divisão Anti-Seqüestro) do Rio, baleado na tarde deste domingo, é autor de um dossiê sobre atividades ilegais envolvendo um grupo de policiais do Estado. Os policiais teriam ligação com o ex-chefe de polícia e deputado estadual Álvaro Lins (PMDB) e com a máfia dos caça-níqueis.

Em abril deste ano, uma escuta telefônica feita pela Polícia Federal mostrou a deputada federal Marina Maggessi (PPS-RJ), policial licenciada, sugerindo que um delegado deveria ser alvo de "um monte de tiros nos cornos". Ela conversava com um inspetor da polícia acusado de envolvimento com a máfia de caça-níqueis.

A deputada aponta Neto como o responsável pelo vazamento de informações sobre as investigações da Polícia Federal em relação ao grupo de policiais supostamente envolvidos com a máfia de caça-níqueis.

A conversa ocorreu no dia 31 de outubro do ano passado, quando a deputada já havia sido eleita, mas não tinha tomado posse. Ela conversava com o policial civil Hélio Machado, o Helinho, um dos inspetores presos no final do ano passado pela Polícia Federal na operação Gladiador.

Helinho é acusado de oferecer proteção a uma das máfias de caça-níquel, junto com o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB), e mais dois inspetores, com quem formaria o grupo dos "inhos" --referência aos apelidos no diminutivo. As escutas fazem parte da investigação da PF.

Na época, a deputada afirmou que "nunca mataria ninguém", mas confirmou a "vontade" de matar o delegado Alexandre Neto. Para ela, isso não é ilegal.

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