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Cotidiano
04/09/2007 - 15h05

PM suspeito de balear delegado deixa delegacia após depoimento

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da Folha Online

Suspeito de envolvimento no atentado contra o delegado-adjunto da Divisão Anti-Seqüestro, Alexandre Neto, o sargento da Polícia Militar Márcio Barbosa prestou depoimento e deixou a Delegacia de Homicídios do Rio na tarde desta terça-feira. O delegado foi ferido a tiros no domingo (1º) e permanece internado.

Barbosa aparece em imagens gravadas no ano passado e que mostram uma discussão entre o delegado --que havia estacionado em local proibido-- e policiais militares. O sargento se apresentou à Polícia Civil na noite de terça (3), em companhia de um advogado --que afirmou a inocência do cliente.

Divulgação
Disque-Denúncia R$ 2.000 por informações sobre atentado
Disque-Denúncia R$ 2.000 por informações sobre atentado

O sargento ofereceu o carro e a arma para perícia. Segundo a polícia, ele resolveu se apresentar para facilitar as investigações.

O Disque-Denúncia do Rio oferece uma recompensa de R$ 2.000 por informações que possam ajudar a localizar os responsáveis pelos tiros disparados contra Neto. O nome dos denunciantes será mantido em sigilo.

Tiros

Neto foi baleado na tarde de domingo (2), em frente ao prédio onde mora, em Copacabana (zona sul). Estava em um carro da Polícia Civil, sem logotipo, e foi atacado por ocupantes de outro veículo.

Para os investigadores, existe a suspeita de que os responsáveis por atirar contra o delegado sejam policiais militares. Foi empregada uma pistola calibre 380, usada na PM. Além disso, a atuação dos criminosos se assemelha a episódios em que ocorreram assassinatos praticados por PMs.

A polícia deverá analisar gravações de câmeras externas de dois prédios localizados próximo ao local onde o delegado foi ferido, para tentar esclarecer o crime.

Ferido

O delegado permanece internado. Apesar de não correr risco de morte, ele pode perder alguns dedos e o movimento da mão direita.

O corpo de Neto apresenta nove ferimentos. No entanto, médicos do hospital Quinta D'Or, onde está internado, dizem acreditar que ele tenha recebido no máximo cinco tiros. As balas teriam se fragmentado ou atingido o policial duas vezes.

Com Folha de S.Paulo, no Rio

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