Médicos amputam dedo de delegado vítima de atentado no Rio
da Folha Online
O delegado-adjunto da DAS (Divisão Anti-Seqüestro) do Rio, Alexandre Neto, teve o dedo médio da mão direita amputado nesta terça-feira, em uma operação que durou quatro horas. Ele sofreu um atentado a tiros no último domingo e teve ferimentos do lado direito do corpo, especialmente no braço e na mão.
Segundo a assessoria de imprensa do do hospital Quinta D'Or, onde Neto está internado, os médicos também fizeram o que chamam de "transposição", ou seja, implantaram o dedo indicador --que teve a base comprometida pelo ferimento-- no lugar do dedo médio do delegado. A expectativa é de que ele receba alta médica até o início da próxima semana.
Neto foi baleado na tarde de domingo (2), em frente ao prédio onde mora, em Copacabana (zona sul). Estava em um carro da Polícia Civil, sem logotipo, e foi atacado por ocupantes de outro veículo.
A polícia deverá analisar gravações de câmeras externas de dois prédios localizados próximo ao local onde o delegado foi ferido, para tentar esclarecer o crime.
O Disque-Denúncia do Rio oferece uma recompensa de R$ 2.000 por informações que possam ajudar a localizar os responsáveis pelos tiros disparados contra Neto. O nome dos denunciantes será mantido em sigilo.
Suspeito
Um sargento da Polícia Militar que aparece em imagens gravadas no ano passado e mostram uma discussão entre policiais militares e o delegado --que havia estacionado em local proibido-- se apresentou à Polícia Civil na noite de segunda-feira (3).
O sargento Márcio Barbosa foi ouvido na tarde desta terça na Delegacia de Homicídios, responsável pelas investigações, e negou participação no crime. O PM ofereceu o carro e a arma para perícia. Segundo a polícia, ele resolveu se apresentar para facilitar as investigações.
Barbosa deixou a delegacia após ser ouvido, em companhia de um advogado.
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