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Cotidiano
05/09/2007 - 09h21

Meu filho teve medo, diz mãe de promotor que matou rapaz em SP

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da Folha Online

A professora Eurydice Schoedl, 53, afirma que seu filho --o promotor Thales Ferri Schoedl-- agiu em legítima defesa ao matar a tiros o atleta Diego Mendes Modanez na Riviera de São Lourenço (litoral de São Paulo), em 2004. Em reportagem publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes da Folha ou do UOL), ela criticou a imprensa e o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho.

Raimundo Pacco/Folha Imagem
A professora Eurydice Ferri Schoedl, mãe do promotor que matou rapaz no litoral de SP
A professora Eurydice Ferri Schoedl, mãe do promotor que matou rapaz no litoral de SP

Na última segunda, o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) decidiu suspender provisoriamente o vitaliciamento (efetivação) do promotor no cargo, que havia sido assegurada pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo na semana passada.

O crime ocorreu na saída de um luau. O atleta e Felipe Cunha de Souza faziam parte de um grupo que teria mexido com a namorada de Schoedl. Modanez morreu e Souza ficou ferido. Ele foi preso horas depois do crime e alegou legítima defesa.

À Folha, a mãe do promotor diz que, na ocasião, o filho teve medo e se defendeu, por isso disparou os tiros --12, dos quais 7 acertaram as vítimas. Ela nega que o promotor errou ao ter ido armado ao luau. Afirmou que Schoedl fez curso e passou a andar armado após ser ameaçado em um júri em Diadema (Grande São Paulo).

Segundo a professora, seu filho foi pré-condenado. Ela diz ver informações distorcidas na imprensa, que não correspondem ao que está nos autos, e criticou o procurador-geral de Justiça do Estado. Pinho foi o autor da denúncia contra o promotor.

A mãe diz que Schoedl "tem tido uma força muito grande" e que sabe que é inocente. A professora culpou Souza por ter começado a confusão na Riviera de São Lourenço e disse que nunca esteve frente a frente com a mãe do rapaz que morreu. Ela disse que, se tivesse a oportunidade, pediria perdão. "Diria que a gente tem de perdoar. Peço perdão e peço que ela perdoe meu filho. Que não haja mágoa, vingança", disse à Folha.

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