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Cotidiano
08/09/2007 - 18h37

Ministro nega que crise aérea e na Anac tenham sido superadas

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da Folha Online

Um dia depois de ter afirmado que a crise aérea está superada para os passageiros, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) teve que ouvir do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que a crise pela qual a própria agência passa continua. "Não está superada [a crise na Anac]. Nós ainda temos uma série de problemas a serem resolvidos na nova Anac."

Rafael Andrade/Folha Imagem
O ministro Nelson Jobim desembarca no Rio
O ministro Nelson Jobim desembarca no Rio

O primeiro problema da "nova Anac" será preencher os cargos de diretoria aos quais Denise Abreu, Jorge Luiz Veloso e Leur Lomanto renunciaram, entre os últimos dias 24 de agosto e 6 de setembro. Desde a primeira renúncia, Jobim apresentou apenas um possível substituto, o brigadeiro Allemander Jesus Pereira Filho.

Sobre a crise aérea, Jobim afirmou que espera ainda pela reconstrução da malha aérea nacional. "Já caminhamos grandemente para o problema da segurança, que era o primeiro objetivo de nossa administração. Agora temos que caminhar para o regime da pontualidade, o problema dos atrasos, que será resolvido com toda a reconstituição da malha aérea", disse.

O ministro quer propor à "nova Anac" a idéia de cobrar tarifas diferenciadas em aeroportos com menos movimento para tentar desafogar outros. Segundo Jobim, está é uma "hipótese que o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] está aceitando". "Se alguém quiser embarcar em Congonhas [em São Paulo], a taxa aeroportuária será superior à de Cumbica [na Grande São Paulo], para atender a necessidade de descompressão da malha aérea."

Jobim participou neste sábado, no Rio, de uma parada naval em homenagem aos 200 anos de nascimento do Almirante Tamandaré, patrono da Marinha.

Crise na Anac

Os problemas na Anac ganharam força após o acidente com o vôo 3054 da TAM, que matou 199 pessoas no aeroporto de Congonhas. Depois do acidente, a juíza Cecília Marcondes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, veio a público afirmar que a então diretora da Anac, Denise Abreu, havia mentido sobre uma regra que impunha restrições às aeronaves que pousavam em Congonhas, por medidas de segurança.

Marcondes disse que só havia liberado a pista principal de Congonhas para operar sob chuva, como pedia a Anac, porque a regra entregue a ela por Denise proibia o pouso de aeronaves cujos reversos estivessem pinados --como era o caso do avião da TAM envolvido no acidente. O problema é que a regra não estava em vigor.

O impasse chegou a ser alvo de audiências nas CPIs do Apagão Aéreo do Senado e da Câmara.

Fim da crise aérea

Ontem (7), a Anac divulgou números com o objetivo de demonstrar que, para os passageiros, a crise aérea está superada.

Na nota, a Anac afirma que, em setembro de 2006, quando houve o acidente com o Boeing da Gol que matou 154 pessoas em Mato Grosso, a média de atrasos de mais de uma hora era de 15% e de cancelamentos, de 12%. De acordo com a Anac, entre os últimos dias 27 de agosto e 2 de setembro, essas médias foram de apenas 9% e 10%, respectivamente.

Os dados apresentados pela Anac não incluem o primeiro trimestre da crise aérea --os meses de outubro, novembro e dezembro. Pelas informações da Anac, o ápice da crise ocorreu em julho passado, quando atrasos superiores a uma hora atingiam 36% dos vôos, em média, e os cancelamentos atingiam 13%.

Na nota, a Anac atribui a crise às reivindicações dos controladores de tráfego aéreo quanto a condições de trabalho; à retirada de seis aviões da TAM para manutenção no Natal passado; e à desativação de grande parte dos vôos operados pela Varig.

De acordo com a narração da Anac, a crise acabou após a transferência de controladores da Defesa Aérea Nacional para a Aviação Civil.

Com Agência Brasil

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Comentários dos leitores
Brasil Abreu (14) 17/07/2008 20h40
Brasil Abreu (14) 17/07/2008 20h40
Concordo contigo Ministro. Ou arrumamos a casa, dando condições e segurança aos passageiros ou então, ...até o próximo acidente. É lastimável ver tantas familias orando pelas vítimas de acidentes aéreos! sem opinião
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marcilon brigido (119) 28/11/2007 18h52
marcilon brigido (119) 28/11/2007 18h52
Quero entender melhor o discurso do ministro Nelson Jobim.
Espero que aparelhar melhor o Brasil, não seja só comprar fardas e botas para os militares.
Espero que o Brasil se aparelhe com equipamentos de guerra de respeito:
Coletes revestidos de kevlar, tanques com mira telescópica, helicópteros apaches americanos, submarinos nucleares, caças invisíveis F-117, bombas guiadas a laser, aviões e navios equipados com os famigerados mísseis teleguiados Tomahawks...
Parece sandice, mas era assim que o mundo pensava quando se dizia que na Alemanha um tal de Adoph Hiltler estava se armando para atacar a Europa.
Hugo Chaves apresenta os mesmos surtos de loucura de Hitler à época: incitação do povo contra as grandes potências, regimes perpetuos e tiranos, ostentação de riquezas, novos armamemtos etc.
A não aprovação da Venezuela no Mercosul, a descoberta de um mega campo de petróleo em Tupi e o projeto do bio combustivel no Brasil, soa para ele como hegemonia do Brasil na America Latina, que ele não tolera. Vai partir com tudo pra cima, primeiro da Colômbia, depois do Brasil e dos parceiros comerciais, Uruguai e Argentina.
Quem viver, verá!
4 opiniões
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julio cesar l camerini (1) 16/11/2007 19h13
julio cesar l camerini (1) 16/11/2007 19h13
COTIA / SP
Meu caro amigo,
Volte sim!! Aqui realmente está uma maravilha!!
Não estranhe se quando estiver desembarcando encontrar uma pessoa bem alta e um bem pequeninho tocando um sininho e gritando:
" Patrão um avião!!!!!"
sem opinião
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