Baixa umidade favorece variação de temperatura
da Folha de S.Paulo
Uma cena tem se tornado comum nos últimos dias em São Paulo: quem sai de casa no meio da manhã veste roupas para calor e, ao final do dia, se não tiver lembrado de levar uma blusa, acaba passando frio.
A falta de chuva, além de contribuir para a baixa umidade do ar, também explica a grande variação de temperatura durante o dia. Segundo o CGE, quanto mais seco o tempo estiver, mais rápido o ar aquece e também mais rápido esfria. Se o ar estiver úmido, acontece o oposto.
"Como não há atualmente cobertura de nuvens no céu, existe muita perda radiativa, o que faz com que haja até 15 graus de diferença da temperatura mínima para a máxima num só dia", afirma Jonathan Cologna, técnico em meteorologia do CGE.
Na região de São Mateus, por exemplo, na zona leste, a temperatura mínima foi 12ºC e a máxima foi 25,7ºC ontem --uma variação de 13,7ºC.
A previsão do tempo também mostra essa tendência de grande variação entre as temperaturas máximas e mínimas. Para hoje, por exemplo, o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) prevê máxima de 27ºC e mínima de 15ºC em São Paulo. Para amanhã, a previsão é de uma variação ainda maior --mínima de 13ºC e máxima de 28ºC.
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Eu viajei do Grajaú até Pinheiros e o ônibus no qual eu estava assemelhava-se a um forno.
Cabe acrescentar ainda ao blihante comentário do nosso caro colega Engenheiro Ambiental que, além dos fatores que ele citou, contribuem demasiadamente para o famigerado aquecimento global (e para essas situações estranhas no tempo), o avanço indiscriminado de fronteiras agrícolas para commodities, bem como a pecuária (intensiva ou extensiva), que é sem dúvida um dos maiores problemas que a humanidade vem causando: produzir seu alimento às custas do desperdício de solo, água e energia.
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