Publicidade

Cotidiano
10/09/2007 - 09h17

Congonhas ganha memorial improvisado com imagem de Santos Dumont

Publicidade

DIÓGENES MUNIZ
Editor-assistente de Ilustrada da Folha Online

Santos Dumont (1873-1932) chora sangue no desenho colocado onde, há quase dois meses, o Airbus-A320 da TAM explodiu após o choque com o galpão da mesma empresa. Em homenagem aos 199 mortos e aos que trabalharam no resgate dos corpos, em Congonhas (zona sul de SP), improvisou-se um memorial no muro que separa a rua Otávio Tarquínio de Sousa dos restos de concreto e aço do prédio implodido da TAM Express.

Além da caricatura do pai da aviação, fazem parte do tributo imagens de santos católicos e de Jesus Cristo, flores, agradecimentos ao Corpo de Bombeiros, pedidos de paz e nomes de vítimas da tragédia. Em algumas frases consta a assinatura de Wilson Basilia, mecânico que trabalhava no 1º andar do prédio da TAM Express e que saiu do local poucos minutos antes do acidente. Ele não foi localizado pela reportagem.

Diógenes Muniz/Folha Online
Anônimos prestam tributo aos mortos em Congonhas em memorial improvisado com imagem de Santos Dumont
Anônimos prestam tributo aos mortos em Congonhas em memorial improvisado com imagem de Santos Dumont

Fitas da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) isolam o espaço, mas os funcionários que trabalham nos escombros desconversam quando questionados sobre a produção e preservação das homenagens. No lado oposto ao marco improvisado, na mesma rua, um muro foi pichado em protesto: "Se o avião não derruba o Kassab apaga."

Memoriais

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) já anunciou que pretende construir uma praça de 8.500 m2 em homenagem às vítimas do acidente no mesmo local. O projeto da praça dos Ipês Amarelos será assinado pelo arquiteto Marcos Cartum, com inauguração prevista para 2008.

Marcos Cartum/Divulgação
Desenho da praça dos Ipês Amarelos, que deverá ter 8.500 m2, segundo a prefeitura
Desenho da praça dos Ipês Amarelos, que deverá ter 8.500 m2, segundo a prefeitura

O custo não foi estimado pela Prefeitura de São Paulo, mas os moradores da região já maldisseram a hipótese. Eles temem que a medida atraia usuários de drogas.

A segunda maior tragédia da aviação brasileira, ocorrida 29 de setembro do ano passado, teve seu monumento inaugurado em maio deste ano, em Brasília. Morreram 154 pessoas no choque do avião da Gol com um jato Legacy.

O Memorial das Vítimas do Vôo 1907 foi erguido oito meses após a tragédia, com a plantação de 154 mudas da árvore Ipê --uma para cada vítima-- no Jardim Botânico de Brasília.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca