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Cotidiano
10/09/2007 - 17h31

SuperVia aponta falha humana em acidente com trens no Rio

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CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

A comissão de técnicos da SuperVia (concessionária que administra os trens da Baixada Fluminense) concluiu que uma sucessão de erros causou o acidente que matou oito pessoas e feriu 101 em 30 de agosto. Entre as causas do acidente estão o excesso de velocidade do trem e a falha de um controlador, que não avisou um dos trens sobre a presença de outra composição na linha.

De acordo com a SuperVia, o trem prefixo UP-171 com cerca de 700 passageiros seguia para a estação Japeri a cerca de 80 km/h quando bateu na traseira de outro trem, vazio, prefixo WP-908, que realizava manobras em uma bifurcação.

Depois do impacto, o trem lotado ainda descarrilou, derrubou uma árvore e bateu em uma das paredes da estação Austin.

De acordo com o João Gouveia, diretor de operações da SuperVia, o trem de passageiros deveria ter sido parado na estação de Comendador Soares e avisado que havia outra composição em sua frente realizando manobras.

Além disso, o trem de passageiros viajava acima da velocidade permitida. Ele estava 76 km/h, quando o máximo permitido era 60 km/h, afirmou hoje a cúpula da SuperVia. No dia do acidente, a concessionária disse que o trem deveria estar a 80 km/h.

O maquinista, além de estar acima da velocidade, não teria reduzido ao passar no sinal amarelo e ultrapassou o sinal vermelho, cerca de 1,5 km depois. O controlador, além de não ter parado a primeira composição, permitiu uma manobra do trem vazio sem respeitar a distância de segurança.

Amin Murad, presidente da SuperVia, disse que o trem de passageiros estava a 36 km/h no momento do acidente, o que indica que o maquinista tentou frear. A colisão ocorreu a 60 m do sinal vermelho.

Apesar de culpar os funcionários pelo acidente, Murad os defendeu, dizendo que são "profissionais experientes". O maquinista tem 27 anos de profissão e o controlador, 12. Murad também defendeu os procedimentos da empresa. "Não há pressão nesse trabalho. Eles não vinham com condições estressantes", afirmou.

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