Polícia diz que em 4 horas grupo armou explosivos para assalto
GABRIELA MANZINI
da Folha Online
Os criminosos que roubaram a unidade da transportadora de valores Protege que fica na Água Branca (zona oeste de São Paulo), na manhã desta terça-feira, levaram ao menos quatro horas para montar os explosivos que, detonados a partir do estabelecimento vizinho --uma marmoraria--, deram acesso à tesouraria da empresa.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos renderam o vigia da marmoraria por volta das 23h de ontem (10). Dominado, o vigia assistiu durante mais de quatro horas a montagem dos explosivos. Durante os trabalhos, os ladrões --todos encapuzados-- consumiram cervejas e refrigerantes --a perícia poderá obter provas a partir das latinhas deixadas no local.
Com a ajuda de uma bateria, os criminosos detonaram o explosivo em gel que é de uso exclusivo do Exército. Parte do explosivo não foi utilizada e foi retirada na manhã desta terça-feira de dentro da marmoraria, pelos policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), da Polícia Militar.
O impacto da explosão derrubou parte do teto da marmoraria e abriu um buraco na parede que levou os ladrões à tesouraria da Protege, onde cerca de cinco funcionários da empresa foram rendidos e obrigados a permanecerem deitados no chão enquanto os malotes eram carregados. O montante levado não foi informado.
Segundo a Polícia Civil, foi a explosão que acionou o sistema de alarme da marmoraria e, conseqüentemente, avisou a PM da invasão. Os PMs afirmam que, quando chegaram, os criminosos e os vigilantes da Protege trocavam tiros. No entanto, segundo a Polícia Civil, a informação de que os vigilantes particulares estavam armados ainda não foi confirmada.
Em nota, a Protege afirmou que nenhum funcionários se machucou e que, em seu interior, a ação dos criminosos durou cerca de cinco minutos.
Fuga
Investigações preliminares apontam que a quadrilha utilizou cerca de dez carros para fugir. Destes, quatro acabaram apreendidos pela Polícia Civil.
O primeiro carro --um Marea-- foi deixado em frente à Protege. O segundo --um Polo cinza-- foi perseguido pela PM. Em tiroteio, os dois ocupantes do Polo foram mortos. Com eles havia um fuzil e uma espingarda calibre 12. Outros dois carros --um Fit e uma Montana-- foram abandonados na região de Perus (zona norte de São Paulo).
De acordo com a Polícia Civil, dentro do Marea foram encontrados com R$ 3,9 milhões; dentro da Montana, R$ 326.560; e dentro do Polo, R$ 919.237.
Carros
O Fit prata usado pela quadrilha havia sido roubado no mês passado, na rua da Paz, na zona sul de São Paulo. O bancário Rodrigo Pastor, 28, conta que foi rendido por dois homens --um deles armado e vestido de terno-- logo depois de estacionar o carro. Ele afirma que a dupla insistia para que ele entrasse no carro quando conseguiu fugir correndo.
Para a Polícia Civil, os outros três carros foram obtidos por meio de financiamentos abertos em nome de laranjas, por isso, a procedência deles ainda é investigada.
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Por mais que ele tivesse errado o guarda jamais teria que dar um tiro nele ainda mais na frente do seu filho de apenas três anos de idade que por sinal pode ficar com medo de frequentar o clube novamente,sou amiga do Edison Cabugueira a 15 anos e não tenho o que falar dele a não ser que ele é uma pessoa simples e muito querido pelos moradores da rua aonde mora e pelo inúmeros de amigos que ele tem que não são poucos.
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