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Cotidiano
11/09/2007 - 15h58

Polícia diz que em 4 horas grupo armou explosivos para assalto

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GABRIELA MANZINI
da Folha Online

Os criminosos que roubaram a unidade da transportadora de valores Protege que fica na Água Branca (zona oeste de São Paulo), na manhã desta terça-feira, levaram ao menos quatro horas para montar os explosivos que, detonados a partir do estabelecimento vizinho --uma marmoraria--, deram acesso à tesouraria da empresa.

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos renderam o vigia da marmoraria por volta das 23h de ontem (10). Dominado, o vigia assistiu durante mais de quatro horas a montagem dos explosivos. Durante os trabalhos, os ladrões --todos encapuzados-- consumiram cervejas e refrigerantes --a perícia poderá obter provas a partir das latinhas deixadas no local.

Com a ajuda de uma bateria, os criminosos detonaram o explosivo em gel que é de uso exclusivo do Exército. Parte do explosivo não foi utilizada e foi retirada na manhã desta terça-feira de dentro da marmoraria, pelos policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), da Polícia Militar.

O impacto da explosão derrubou parte do teto da marmoraria e abriu um buraco na parede que levou os ladrões à tesouraria da Protege, onde cerca de cinco funcionários da empresa foram rendidos e obrigados a permanecerem deitados no chão enquanto os malotes eram carregados. O montante levado não foi informado.

Segundo a Polícia Civil, foi a explosão que acionou o sistema de alarme da marmoraria e, conseqüentemente, avisou a PM da invasão. Os PMs afirmam que, quando chegaram, os criminosos e os vigilantes da Protege trocavam tiros. No entanto, segundo a Polícia Civil, a informação de que os vigilantes particulares estavam armados ainda não foi confirmada.

Em nota, a Protege afirmou que nenhum funcionários se machucou e que, em seu interior, a ação dos criminosos durou cerca de cinco minutos.

Fuga

Investigações preliminares apontam que a quadrilha utilizou cerca de dez carros para fugir. Destes, quatro acabaram apreendidos pela Polícia Civil.

O primeiro carro --um Marea-- foi deixado em frente à Protege. O segundo --um Polo cinza-- foi perseguido pela PM. Em tiroteio, os dois ocupantes do Polo foram mortos. Com eles havia um fuzil e uma espingarda calibre 12. Outros dois carros --um Fit e uma Montana-- foram abandonados na região de Perus (zona norte de São Paulo).

De acordo com a Polícia Civil, dentro do Marea foram encontrados com R$ 3,9 milhões; dentro da Montana, R$ 326.560; e dentro do Polo, R$ 919.237.

Carros

O Fit prata usado pela quadrilha havia sido roubado no mês passado, na rua da Paz, na zona sul de São Paulo. O bancário Rodrigo Pastor, 28, conta que foi rendido por dois homens --um deles armado e vestido de terno-- logo depois de estacionar o carro. Ele afirma que a dupla insistia para que ele entrasse no carro quando conseguiu fugir correndo.

Para a Polícia Civil, os outros três carros foram obtidos por meio de financiamentos abertos em nome de laranjas, por isso, a procedência deles ainda é investigada.

Comentários dos leitores
André Vaz (1) 05/04/2008 13h53
André Vaz (1) 05/04/2008 13h53
SAO PAULO / SP
Enquanto o ser humano, não for capaz de controlar seus instintos mais primitivos, sua ignorância e intolerância. Vai ser cada dia mais comum vermos noticias de barbaridades e violência ums contras ou outros. Temos que parar e analisar á que ponto chegamos ou chegaremos sendo inexoráveis ou insurgentes. As vezes um simples abraço ou um sorriso pode mudar uma situação, que nos levaria a chorar, estampados em uma pagina policial. 15 opiniões
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Andreia Santos (1) 31/03/2008 01h12
Andreia Santos (1) 31/03/2008 01h12
SAO PAULO / SP
Meu nome é andreia sou amiga de Edison Cabugueira que por motivos de tolerância zero do GCM foi baleado na perna por ter reclamado do clube que só tinha segurança em eventos
Por mais que ele tivesse errado o guarda jamais teria que dar um tiro nele ainda mais na frente do seu filho de apenas três anos de idade que por sinal pode ficar com medo de frequentar o clube novamente,sou amiga do Edison Cabugueira a 15 anos e não tenho o que falar dele a não ser que ele é uma pessoa simples e muito querido pelos moradores da rua aonde mora e pelo inúmeros de amigos que ele tem que não são poucos.
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Bruno de Oliva (8) 30/03/2008 22h43
Bruno de Oliva (8) 30/03/2008 22h43
Descoberto o culpado, joguem-no de cabeça, e amarrado, pela mesma janela que jogou a criança. O código de hamurabi está em falta hoje em dia... 10 opiniões
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