Prefeitura pede demolição de hotel de Oscar Maroni Filho
da Folha Online
A Subprefeitura da Vila Mariana (zona sul de São Paulo) entrou com ação para a demolição do Oscar's Hotel, do empresário Oscar Maroni Filho, preso desde o dia 14 de agosto. Na quinta-feira (13) o prédio foi interditado pela terceira vez em pouco mais de um mês.
A construção de 11 andares tem 47,50 metros de altura e está localizada a 600 metros da cabeceira da pista do aeroporto de Congonhas. O edifício entrou em evidência após o acidente com o vôo 3054 da TAM, quando foram levantados questionamentos sobre a legalidade do hotel. O acidente ocorreu no dia 17 de julho e matou 199 pessoas.
| Prefeitura de São Paulo |
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| Cartaz de lacre em hotel em frente à pista de Congonhas, zona sul de SP |
No dia 25 de julho, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou que pediria a demolição do prédio. A licença para a construção do edifício foi cassada porque, segundo a prefeitura, a obra não corresponde à planta aprovada pela Aeronáutica e que Maroni transformou o prédio comercial em hotel.
"Se fosse pela minha vontade eu demoliria amanhã", disse Kassab na ocasião.
Segundo o subprefeito de Vila Mariana, Fábio Lepique, a ação demolitória está na primeira instância da Justiça. Ele disse acreditar que, uma possível implosão do prédio, deve demorar devido às várias instâncias judiciais.
"Ele [Maroni] deve recorrer em todas as instâncias se a Justiça autorizar a demolição", disse Lepique.
Bahamas
O alvará de outro empreendimento de Maroni, a casa noturna Bahamas, também foi cassado pela prefeitura. O subprefeito da Vila Mariana, Fábio Lepique, recusou o alvará da casa com base em entrevista concedida por Maroni a um programa de TV, no começo de agosto.
Na entrevista, ele declarou que a boate promove a prostituição. "Sim, é prostituição de luxo sim, não vamos ser hipócritas", disse.
Maroni
Maroni Filho está preso preventivamente por favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas desde o último dia 14 de agosto, graças a um mandado expedido pela 5ª Vara Criminal de São Paulo.
Os advogados de Maroni têm tentado obter um habeas corpus em favor dele inclusive no STF (Supremo Tribunal Federal), sem sucesso. Eles argumentam que o empresário só está preso por "clamor público", ou seja, pela pressão imposta ao governo após o acidente.
O empresário é acusado de tráfico de pessoas por causa do concurso Miss Garota de Programa, que oferecia prêmio de R$ 20 mil, viagem a Las Vegas (Estados Unidos) e divulgação à vencedora.
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