Procuradoria denuncia Abadía e mais 15 por lavagem de dinheiro
da Folha Online
O Ministério Público Federal em São Paulo apresentou denúncia nesta sexta-feira contra o traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, preso em agosto na Grande São Paulo, por suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico. Ele também é acusado por formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa.
De acordo com denúncia, outras 15 pessoas também são acusadas juntamente com Abadía pela lavagem de ao menos US$ 9 milhões.
Abadia é apontado pela DEA (Drug Enforcement Administration, a agência antidrogas norte-americana) como um dos principais líderes do cartel do Norte do Vale, da Colômbia. Ele também é processado nos Estados Unidos por tráfico internacional de drogas.
O colombiano teria fugido para o Brasil em 2004 após o pedido de extradição formulado pelos Estados Unidos. De acordo com o Ministério Público, o acusado contou em depoimento
à Polícia Federal que partiu de barco da Venezuela para o Ceará, com US$ 4 milhões. Depois disso, entrou no país, pelo mesmo modo, com mais US$ 5 milhões.
Segundo a denúncia, Abadía e seu companheiro de quadrilha conhecido como Pacho, que usava o nome de Henry Edval Lagos, contrataram o piloto André Luis Telles Barcellos, que os trouxe de Camocin (CE) para Araxá (MG) por US$ 30 mil. Barcellos passou, então, a integrar o grupo, ajudando com a compra de bens, imóveis, na falsificação de documentos e na ocultação do dinheiro.
Barcellos teria passado a ser remunerado por Pacho, que lhe pagava por mês entre US$ 5.000 e US$ 8.000. Pacho é acusado pelos crimes de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele está foragido. Outros dois suspeitos de integrar a quadrilha, César Daniel Amarilla --ou Frank Zambrano-- e Victor Manuel Moreno Ibarra, também escaparam da operação policial.
Barcellos é acusado pelos crimes de lavagem, quadrilha, falsificação e corrupção ativa e está preso preventivamente.
De acordo com o Ministério Público, a mulher de Abadía, Yéssica Paola Rojas Morales, que também usava nome falso no Brasil, tinha papel importante na organização. Ela seria a responsável pelos pagamentos à quadrilha.
Com a fuga de Pacho, Yéssica passou a fazer os pagamentos, como no caso de Daniel Brás Maróstica e Ana Maria Stein, responsáveis pela compra da casa no condomínio Aldeia da Serra, onde Abadia foi preso.
Na denúncia, Yessica é acusada pelos crimes de lavagem de dinheiro, quadrilha e uso de documentos falsos. O casal responde por lavagem e formação de quadrilha. Eles estão presos preventivamente.
Segundo a promotoria, os acusados Vitor Garcia Verano, o Peter, e sua esposa Aline Nunes Prado são apontados como os responsáveis por adquirir ou alugar imóveis para a quadrilha. Eles teriam sido os responsáveis por intermediar a compra da casa de Florianópolis, por US$ 2,5 milhões. Eles respondem por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha e também estão presos preventivamente.
A Polícia Federal com Abadia e na casa do pai do motorista de um dos integrantes do grupo o total de US$ 1,255 milhão, 604 mil euros e R$ 15 mil. Outras quantias, em várias moedas, foram encontradas com o pai de Barcellos e com Jaime Hernando Martinez Verano, responsável pela guarda e transporte do dinheiro do tráfico.
Foi Jaime Verano que entregou, após a prisão de Abadia, ao motorista Eliseo Almeida Machado, o dinheiro que foi apreendido em Campinas (95 km a noroeste de São Paulo). Antes o dinheiro estava enterrado em Aldeia da Serra e não foi localizado pela PF. Machado foi acusado de lavagem de dinheiro. Jaime Verano está preso e foi acusado por lavagem e formação de quadrilha.
Com o apoio da quadrilha e de pessoas recrutadas no Brasil, segundo a promotoria, Abadia comprou em nome de laranjas três casas, em São Paulo, Florianópolis e Angra dos Reis (Rio), uma fazenda no Rio Grande do Sul e um sítio em Pouso Alegre (MG), além de uma lancha, sete carros e duas motocicletas.
Passaportes
Para ficar no Brasil, Abadía possuía passaportes em seu nome com carimbos de entrada e saída do país. Quem cuidava dos passaportes era Barcellos, que providenciava os carimbos sem que Abadía precisasse cruzar a fronteira.
O piloto pediu a ajuda de seu amigo pessoal, o militar Angelo Cassol, superintendente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em Foz do Iguaçu, que recrutou o agente federal Adilson Soares da Silva, que ganhava US$ 200 cada vez que carimbava os passaportes do traficante.
Cassol responde por falsificação e corrupção ativa de agente da PF. Silva é acusado de falsificação e corrupção passiva. Também é acusado de lavagem Antonio Marcos Ayres Fonseca, dono da agência que vendeu inúmeros veículos para a quadrilha.
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Onde entra Detona, acaba com a palhaçada, ai aparece os bandidos de sempre e sempre tem gente com e sem farda do outro lado, tem politico pequeno e grande, não é só bandidinho não.
É uma pena que nossa PF tenha pouco mais de 10mil homens, no tempo do FHC, tinha 2mil, O CORRETO SERIA 150MIL, e atacar tudo de uma só vez,
Ai o povo iria sair as ruas e aplaudir LULA por anos, pois acabava a sem vergonhice, onde pequenos furtos da cadeia e grandes incentivam.
E leis, precisamos de leis mas enquanto o estimado srs.Arthur Virgilho, e Agripino Maya ficarem:-"Pela ordem sr.presidente, pela ordem OBSTRUÇÃO, OBSTRUÇÃO O PSDB É PELA OBSTRUÇÃO".
Não teremos lei alguma para manter preso quem a PF PRENDE A NÃO SER EM FLAGRANTE DELITO.
Mas nas proximas majoritarias estes cavalheiros, vão para onde ninguem quer ir.
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