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Cotidiano
17/09/2007 - 20h42

Congonhas não fecha mais em dia de chuva

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da Folha Online

O aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, não fecha mais em dia de chuva, garante a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O fim das restrições de funcionamento ocorrem devido ao término das obras de aplicação do "grooving" --ranhuras no asfalto-- das pistas.

O procedimento terminou há duas semanas, e a Anac encaminhou as informações à FAB (Força Aérea Brasileira) para que um Notam (Notice to Airmen, ou aviso aos navegantes, em português) que impedia a abertura das pistas em dias de chuva fosse suspenso. Segundo a Anac, as informações foram acatadas pela Aeronáutica e o Notam perdeu a validade.

A pista de Congonhas é um dos fatores investigados pela polícia e pela FAB como causa do acidente com o vôo 3054, da TAM, que deixou 199 pessoas mortas. Um Airbus A-320 da empresa pousou na pista --que estava molhada--, mas não parou. O avião passou sobre a avenida Washington Luís e bateu em um prédio da TAM Express.

As pistas principal e auxiliar haviam passado por reformas, mas foram liberadas sem que o grooving fosse realizado, gerando críticas e levantando suspeitas sobre a Anac.

Redução

O aeroporto opera com as pistas reduzidas desde o fim de semana --hoje é o primeiro dia útil do terminal após a mudança. Por determinação do Ministério da Defesa, as pistas principal e auxiliar foram reduzidas nas cabeceiras para a criação de áreas de escape. Com as alterações, a pista auxiliar passa de 1.435 metros para 1.195 metros e a pista principal passa de 1.940 metros para 1.640 metros.

De acordo com a Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), a redução nas pistas fará com que as companhias aéreas adaptem aeronaves que operam em Congonhas. Hoje, primeiro dia útil com as pistas reduzidas, o movimento foi normal.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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