CPI impede quebra de sigilo de deputado ex-presidente da Infraero
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online,em Brasília
O governo federal mobilizou nesta terça-feira sua tropa de choque no Senado e evitaram que a CPI do Apagão Aéreo aprovasse a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do deputado Carlos Wilson (PT-PE), ex-presidente da Infraero.
Ao contrário do tradicional esvaziamento das sessões da CPI --registrado nas últimas semanas-- senadores governistas compareceram em peso ao plenário da comissão para impedir a aprovação do requerimento.
O relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), fez duras críticas à ação dos governistas contra a quebra dos sigilos de Wilson. "Temos um circo armado para impedir que o senhor Carlos Wilson, o grande corrupto e grande bandido da Infraero, seja investigado. Na semana passada, foi o senador Renan Calheiros [absolvido pelo plenário da Casa], hoje será o Carlos Wilson protegido", criticou Demóstenes.
Na opinião do relator, sem as quebras de sigilo do ex-presidente da Infraero a CPI ficará com as mãos amarradas para investigar irregularidades na estatal que administra os aeroportos brasileiros. "Me deixem investigar o senhor Carlos Wilson. Sem isso, teremos uma CPI manca. Se isso acontecer, vamos declarar que no Senado só existe punição para pobres e negros", disse o relator.
O senador Mário Couto (PSDB-PA) chegou a fazer um apelo para Nossa Senhora de Nazaré --padroeira do Estado do Pará-- para que os governistas autorizassem as quebras de sigilo de Wilson. Apesar dos protestos da oposição, a base aliada conseguiu derrubar o requerimento por seis votos a cinco.
"Hoje nos igualamos à Câmara onde a CPI foi criada para abafar as investigações", lamentou Demóstenes.
Os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO), Ideli Salvatti (PT-SC), Wellington Salgado (PMDB-MG), Sibá Machado (PT-AC) e Sergio Zambiazi (PTB-RS) votaram contra a aprovação do requerimento. Como a oposição estava em minoria na CPI, os governistas conseguiram derrubar as quebras de sigilo.
A CPI do Apagão do Senado investiga a crise no setor aéreo instalada no país desde o ano passado. A oposição atribui parte da crise à má gestão do setor pela Infraero, no período em que a estatal era administrada por Wilson.
O ex-presidente da Infraero está afastado de suas atividades na Câmara para tratamento de câncer. Demóstenes se comprometeu com os governistas a não convocá-lo para depor diante de seu frágil estado de saúde.
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Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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