Para especialista, Airbus precisaria de mais 2.205 metros de pista
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O coronel da reserva da Aeronáutica, Antonio Junqueira, disse nesta quarta-feira à CPI do Apagão Aéreo, na Câmara dos Deputados, que o piloto do Airbus A-320 da TAM que se acidentou em julho precisaria de 2.205 metros de pista a mais para conseguir pousar naquelas condições. Seria preciso mais do que o dobro da pista de Congonhas, que tem 1.940 metros. No acidente, 199 pessoas morreram.
De acordo com o coronel, o piloto demorou nove segundos para começar a frear com os pedais do avião porque acreditava que o sistema de frenagem automático funcionaria. Além disso, a pista molhada também contribuiu para o acidente. "Foram nove segundos decisivos", declarou o coronel, que analisou dados das caixas-pretas a pedido da CPI.
Apesar disso, sem culpar nominalmente os pilotos, ele disse que não seria comum que uma tripulação "com aquela quantidade de horas de vôo" deixasse de ajustar os manetes.
Ele defendeu ainda que seja obrigatório a inclusão de um aviso sonoro na cabine caso os manetes estejam na posição errada. Atualmente, a Airbus apenas recomenda que esse sistema seja utilizado. Ele ressaltou que seria um custo mínimo (R$ 5 mil) se comparado ao preço do avião (R$ 80 milhões).
Falha mecânica
Para o relator da CPI, deputado Marco Maia (PT-RS), a hipótese mais provável para o acidente foi de falha mecânica no avião. Ele disse que as condições do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, também contribuíram.
"Há muitos elementos que questionam a lógica de funcionamento da aeronave da Airbus. É muito complexa", disse o deputado.
Maia questionou o fato de o avião não ter "entendido" que o piloto queria frear, acelerando no momento do pouso.
Ele admitiu, porém, que o relatório final da CPI não terá condições de afirmar com certeza se ocorreram erros técnicos, já que o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico), da Aeronáutica, ainda não concluiu as análises no equipamento.
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Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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