No Centro-Oeste e no Sudeste, clima seco pode ir até novembro
FÁBIO AMATO
da Agência Folha, em São José dos Campos
A chegada da estação chuvosa pode atrasar até duas semanas neste ano e o clima seco que atinge as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil deve durar até o início de novembro.
A previsão foi divulgada ontem pelo Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos). De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, análises apontam que a movimentação do ar na atmosfera deverá dificultar a formação de chuvas no Centro-Oeste, Sudeste e Norte do país.
"Historicamente, a estação chuvosa começa na primeira quinzena de outubro. Mas estudos apontam para um atraso na chegada das chuvas em até duas semanas. Isso quer dizer que, nessas regiões, o clima seco deve permanecer até o final de outubro ou começo de novembro", disse Seluchi.
De acordo com ele, é possível que ocorram pancadas isoladas de chuva nessas áreas até novembro.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva até o final de setembro. Em outubro, no entanto, o tempo deve voltar a ficar seco, com chuvas apenas em novembro.
Primavera
O Cptec também divulgou ontem a previsão climática para a primavera.
Segundo Seluchi, em Estados como São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Minas Gerais, as chances de que as chuvas fiquem abaixo das médias históricas nos próximos três meses é de 40%. Há 35% de chances de os índices ficarem dentro da média e 25% de possibilidade de se registrar chuva acima da média.
O fenômeno La Niña (esfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical), segundo Seluchi, é o responsável pela diminuição das chuvas nessas regiões. O extremo norte do país (norte da Amazônia, Amapá e Roraima) deve ter chuva acima da média.
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Eu viajei do Grajaú até Pinheiros e o ônibus no qual eu estava assemelhava-se a um forno.
Cabe acrescentar ainda ao blihante comentário do nosso caro colega Engenheiro Ambiental que, além dos fatores que ele citou, contribuem demasiadamente para o famigerado aquecimento global (e para essas situações estranhas no tempo), o avanço indiscriminado de fronteiras agrícolas para commodities, bem como a pecuária (intensiva ou extensiva), que é sem dúvida um dos maiores problemas que a humanidade vem causando: produzir seu alimento às custas do desperdício de solo, água e energia.
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