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Cotidiano
20/09/2007 - 14h46

PF prende mulher suspeita de chefiar venda de emagrecedor ilícito

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da Folha Online

A Polícia Federal prendeu na noite de quarta-feira (19) uma mulher apontada como líder da quadrilha suspeita de tráfico internacional de drogas para emagrecer e lavagem de dinheiro.

A operação Vênus começou ontem nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Roraima. Dez pessoas suspeitas de integrar a quadrilha foram presas, além da suspeita de comandar a quadrilha.

Claudina Rodrigues Bonfin foi localizada em um shopping em Ribeirão Preto (314 km ao norte de São Paulo). Amanhã (21), ela será transferida para a Superintendência Regional de Polícia Federal em Minas Gerais, para interrogatório e formalização do indiciamento no inquérito policial.

Ela é suspeita de comandar um esquema milionário de exportação de medicamentos emagrecedores. Em uma busca em sua casa, em um bairro nobre de Belo Horizonte, a PF apreendeu um computador e documentos que comprovam os crimes. Também foram localizadas obras de arte como quadros e esculturas. As peças passarão por perícia, mas, informalmente, a PF avaliou as obras em cerca de R$ 3 milhões.

Segundo a PF, as investigações apontaram a existência de um esquema de fabricação e exportação ilícitas do medicamento de nome comercial Emagrecesim, sob a coordenação da suspeita, que se apresentava como empresária do ramo farmacêutico e de cosméticos, clínicas para emagrecimento, moda, arte e de jóias.

O Emagrecesim é ilegal, de acordo com a PF, pois não existe a devida autorização dos órgãos sanitários competentes, além de o medicamento ser vendido como produto fitoterápico --100% natural--, mas tem em sua composição substâncias psicotrópicas e anorexígenas, causadoras de dependência física e psíquica.

As investigações da PF apontaram que a quadrilha produzia o medicamento, também conhecido como "pílulas brasileiras de emagrecimento", que viraram febre no mercado internacional, principalmente no norte-americano, onde o kit de Emagrecesim, suficiente para uso durante 45 dias, custa acima de US$ 200.

A operação Vênus contou com trocas de informações entre a Polícia Federal e os órgãos americanos FDA (órgão que regula o uso de medicamentos no país) e DEA (Drug Enforcement Administration, a agência antidrogas norte-americana).

O nome de Vênus foi dado à operação em alusão à deusa romana da beleza, já que o remédio supostamente comercializado pela quadrilha anunciava a "fórmula milagrosa" para emagrecer, com a garantia da obtenção de um corpo perfeito.

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