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Cotidiano
24/09/2007 - 20h44

STF mantém quebra de sigilos de ex-diretora da Anac

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da Folha Online

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta segunda-feira manter a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Denise Abreu. A abertura dos sigilos foi determinada pela CPI do Apagão Aéreo do Senado.

A defesa de Abreu havia argumentado que não havia nenhuma suspeita de crime "com base em fato concreto". O ministro Celso de Mello solicitou à CPI uma cópia do requerimento de e acabou negando o pedido. Mello concluiu que não houve nenhuma ilegalidade no pedido de quebra dos sigilos.

Abreu havia sido chamada a depor na comissão depois que o brigadeiro José Carlos Pereira, então presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), afirmou à imprensa que ela tentava favorecer um amigo que ao pedir a transferência do terminal de cargas de Viracopos, em Campinas (95 km a noroeste de São Paulo), para Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo). A intenção dela seria beneficiar um amigo.

Na CPI, o brigadeiro não reiterou a acusação, mas mesmo assim os senadores pediram a quebra de seus sigilos, na sessão do dia 21 de agosto.

Crise na Anac

Abreu caiu depois que as suspeitas de que teria apresentado uma norma falsa da agência para a juíza Cecília Marcondes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, vieram à tona. A juíza afirmou que Abreu havia mentido sobre uma regra que determinava às companhias que as aeronaves poderiam pousar em Congonhas com o reverso em força total. Em 17 de julho, um o Airbus-A320 da TAM, com a peça travada, saiu da pista após pousar no aeroporto, matando 199 pessoas.

Dos cinco diretores que formavam a cúpula da agência quando a crise aérea começou --após a queda do vôo 1907, em Mato Grosso, no ano passado, restaram dois: Josef Barat e Milton Zuanazzi, o presidente. Nesta segunda-feira, em Iperó (120 km a oeste de São Paulo), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse esperar que a diretoria da Anac já esteja "totalmente renovada" até o fim da semana.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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