STF mantém quebra de sigilos de ex-diretora da Anac
da Folha Online
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta segunda-feira manter a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Denise Abreu. A abertura dos sigilos foi determinada pela CPI do Apagão Aéreo do Senado.
A defesa de Abreu havia argumentado que não havia nenhuma suspeita de crime "com base em fato concreto". O ministro Celso de Mello solicitou à CPI uma cópia do requerimento de e acabou negando o pedido. Mello concluiu que não houve nenhuma ilegalidade no pedido de quebra dos sigilos.
Abreu havia sido chamada a depor na comissão depois que o brigadeiro José Carlos Pereira, então presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), afirmou à imprensa que ela tentava favorecer um amigo que ao pedir a transferência do terminal de cargas de Viracopos, em Campinas (95 km a noroeste de São Paulo), para Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo). A intenção dela seria beneficiar um amigo.
Na CPI, o brigadeiro não reiterou a acusação, mas mesmo assim os senadores pediram a quebra de seus sigilos, na sessão do dia 21 de agosto.
Crise na Anac
Abreu caiu depois que as suspeitas de que teria apresentado uma norma falsa da agência para a juíza Cecília Marcondes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, vieram à tona. A juíza afirmou que Abreu havia mentido sobre uma regra que determinava às companhias que as aeronaves poderiam pousar em Congonhas com o reverso em força total. Em 17 de julho, um o Airbus-A320 da TAM, com a peça travada, saiu da pista após pousar no aeroporto, matando 199 pessoas.
Dos cinco diretores que formavam a cúpula da agência quando a crise aérea começou --após a queda do vôo 1907, em Mato Grosso, no ano passado, restaram dois: Josef Barat e Milton Zuanazzi, o presidente. Nesta segunda-feira, em Iperó (120 km a oeste de São Paulo), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse esperar que a diretoria da Anac já esteja "totalmente renovada" até o fim da semana.
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Especial


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Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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