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Cotidiano
25/09/2007 - 18h47

Mais um diretor renuncia ao cargo na Anac; presidente resiste

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da Folha Online, em São Paulo e Brasília

O Ministério da Defesa anunciou nesta terça-feira a saída de Josef Barat da direção de relações internacionais da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Barat é o quarto diretor da agência a deixar o cargo desde que a crise aérea começou, em com a queda do vôo 1907 da Gol, há cerca de um ano. Nas últimas semanas pediram demissão das diretorias a que pertenciam Denise Abreu, Leur Lomanto e Jorge Veloso. Dos integrantes da cúpula da agência, resta apenas o diretor-presidente, Milton Zuanazzi.

11.jul.2006/Lúcio Távora/Folha Imagem
Josef Barat, que renunciou ao cargo de diretor da Anac nesta terça-feira
Josef Barat, que renunciou ao cargo de diretor da Anac nesta terça-feira

De acordo com a Defesa, Barat entregou sua carta de demissão na tarde de hoje. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, aceitou o pedido de demissão.

Em sua carta de demissão, Barat diz que saiu por "razões de foro íntimo". Ele também alegou que suas convicções conflitaram com o que ele presenciou ao longo do exercício de suas funções e que tentou na diretoria identificar os gargalos estruturais do setor.

Barat ofereceu ainda a Jobim sua colaboração ao ministro na ordenação do sistema de aviação. "A minha visão da crise da aviação civil é mais ampla e abrangente do que aquela que vinha sendo exposta anteriormente à posse de Vossa Excelência no Ministério da Defesa."

Ontem, Jobim disse que espera poder anunciar até o fim desta semana a renovação completa da diretoria da Anac. Por enquanto, não há substituto para Barat.

Desgaste

A diretoria da Anac vive processo de desgaste desde a queda do vôo 3054 da TAM em São Paulo, em 17 de julho. O acidente matou 199 pessoas.

Dos cinco membros da diretoria, restam apenas o diretor-presidente, Milton Zuanazzi. Agora, são quatro os cargos vagos, o que impede a agência de realizar deliberações.

A primeira a deixar a diretoria da agência foi Denise Abreu, que entregou sua carta de renúncia a Jobim há um mês.

Desgastada pela acusação de que teria apresentado um documento sem validade à juíza Cecília Marcondes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, Abreu não resistiu. A norma de segurança tinha como objetivo derrubar a restrição de uso da pista do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), determinada em fevereiro pela Justiça Federal.

No dia 28 de agosto, Jorge Luiz Veloso, responsável pela área de segurança da Anac, também deixou a diretoria. O terceiro foi Leur Lomanto, que entregou o cargo no último dia 6.

Novos nomes

Jobim já indicou três nomes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor a diretoria. Os nomes de Solange Paiva Vieira, que atualmente é assessora especial do Ministro da Defesa, e do brigadeiro da reserva Allemander Pereira Filho já foram aprovados por Lula. Allemander já foi também aprovado pelo Senado.

O terceiro nome indicado é o de Marcelo Pacheco dos Guaranys, também economista. A sugestão ainda não foi analisada, mas ele conta com o aval do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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