Desenho feito por vítima ajudou polícia a retratar suspeito de matar meninos
CAROLINA FARIAS
da Folha Online
Para elaborar o retrato falado do suspeito de matar os irmãos na serra da Cantareira (zona norte de São Paulo), o setor de Arte Forense da Delegacia Geral da Polícia Civil ouviu principalmente um dos três adolescentes que disseram ter sido vítimas de abuso sexual por parte de Ademir Oliveira do Rosário, 36. Ele desenhou um "retrato psicológico" do suspeito que ajudou o setor a elaborar o retrato falado em 40 minutos, tempo considerado recorde pelo órgão devido ao tipo de crime.
Segundo o coordenador do setor e especialista em retratos falados, Sidney Barbosa, o menino era o mais novo do trio e, segundo o depoimento aos policiais, passou mais tempo com o suspeito e ficou mais abalado psicologicamente. "Nos desenhos feitos pela vítima o suspeito aparece bravo, com o rosto agressivo, mais forte e alto que ele [o garoto]", afirmou Barbosa.
| Folha Imagem |
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| Retrato falado do suspeito de matar garotos na serra da Cantareira |
O "retrato psicológico" é um desenho espontâneo que a vítima faz do agressor, segundo Barbosa. "Antes de ele desenhar ele fez vários rabiscos, rasgou o papel, chorou. Mas, no teste que fizemos, ele simulou um seio do agressor no desenho. Com isso tivemos a certeza que ele seria o melhor para fazer o "retrato psicológico'", explico o coordenador.
Barbosa afirmou que os três foram avaliados para saber qual seria capaz descrever o retrato do suspeito.
| Carolina Farias/Folha Online |
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| Ademir Oliveira do Rosário, 36, suspeito de matar os irmãos na serra da Cantareira |
O desenho do garoto foi passado para um computador que possui um programa de manipulação de imagem facial, que deu os retoques finais até o adolescente ter 90% de certeza da semelhança com Rosário.
"Colocamos então o retrato ao lado de uma galeria de retratos de outros dez suspeitos e mostramos aos outros dois garotos. Eles reconheceram o suspeito na hora", afirmou Barbosa.
Com o retrato falado em mãos, o DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) levou horas para identificar e prender Rosário.
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