FAB volta a descartar falha em radares um ano após acidente da Gol
da Folha Online
Na véspera do aniversário de um ano da queda do vôo 1907, da Gol, a FAB (Força Aérea Brasileira) voltou a negar falhas em seu sistema de controle do tráfego aéreo e a afirmar que "algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados".
O Boeing 737/800, que realizava o vôo 1907 (Manaus-Brasília-Rio), caiu no norte de Mato Grosso depois de bater em um jato Legacy, da Embraer, que voava no sentido oposto --entre São José dos Campos e Manaus-- com sete pessoas a bordo (entre elas seis americanos). Os 148 passageiros e seis tripulantes que estavam no Boeing morreram.
Doze meses depois do acidente, a apuração do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) ainda não foi concluída. Segundo a FAB, a investigação está na fase quatro, de "conclusões finais". A próxima etapa é de "confecção do relatório final".
Até agora, as principais conclusões da Aeronáutica sobre o acidente eximem o próprio sistema de radares da FAB e o sistema anti-colisão e o rádio do Legacy de terem causado o acidente.
Em nota publicada nesta sexta, a FAB afirma ainda que não ocorreram problemas de comunicação entre o avião da Gol e o controle de tráfego aéreo.
Entre os procedimentos que não foram respeitados, segundo a Aeronáutica, estão o ingresso do Legacy, sem solicitação, na chamada aerovia UZ6 e o fato de não haver tentativas de comunicação entre o avião e centro de controle entre as 15h51 e as 16h26.
Conclusões
O coronel-aviador Rufino Antonio da Silva Ferreira, presidente da comissão que investiga o acidente, afirma que a prioridade da FAB é a de realizar recomendações de segurança baseadas no caso. "A confecção de recomendações de acordo com os fatores levantados, pode tomar algum tempo adicional em relação à previsão de 12 meses", diz.
Ao todo, desde o início das investigações, 51 recomendações já foram emitidas pelo Cenipa.
Indiciados
A Justiça Federal de Mato Grosso aceitou a denúncia contra os dois pilotos do Legacy --Joe Lepore Jan Paul Paladino-- e quatro controladores de tráfego aéreo brasileiros. Na denúncia, o Ministério Público afirmou que a negligência dos seis acusados causou a colisão entre o Legacy e o Boeing. O processo, agora, está na fase de colher o depoimento dos envolvidos.
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Especial


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Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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