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Cotidiano
28/09/2007 - 23h31

FAB volta a descartar falha em radares um ano após acidente da Gol

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da Folha Online

Na véspera do aniversário de um ano da queda do vôo 1907, da Gol, a FAB (Força Aérea Brasileira) voltou a negar falhas em seu sistema de controle do tráfego aéreo e a afirmar que "algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados".

O Boeing 737/800, que realizava o vôo 1907 (Manaus-Brasília-Rio), caiu no norte de Mato Grosso depois de bater em um jato Legacy, da Embraer, que voava no sentido oposto --entre São José dos Campos e Manaus-- com sete pessoas a bordo (entre elas seis americanos). Os 148 passageiros e seis tripulantes que estavam no Boeing morreram.

Doze meses depois do acidente, a apuração do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) ainda não foi concluída. Segundo a FAB, a investigação está na fase quatro, de "conclusões finais". A próxima etapa é de "confecção do relatório final".

Até agora, as principais conclusões da Aeronáutica sobre o acidente eximem o próprio sistema de radares da FAB e o sistema anti-colisão e o rádio do Legacy de terem causado o acidente.

Em nota publicada nesta sexta, a FAB afirma ainda que não ocorreram problemas de comunicação entre o avião da Gol e o controle de tráfego aéreo.

Entre os procedimentos que não foram respeitados, segundo a Aeronáutica, estão o ingresso do Legacy, sem solicitação, na chamada aerovia UZ6 e o fato de não haver tentativas de comunicação entre o avião e centro de controle entre as 15h51 e as 16h26.

Conclusões

O coronel-aviador Rufino Antonio da Silva Ferreira, presidente da comissão que investiga o acidente, afirma que a prioridade da FAB é a de realizar recomendações de segurança baseadas no caso. "A confecção de recomendações de acordo com os fatores levantados, pode tomar algum tempo adicional em relação à previsão de 12 meses", diz.

Ao todo, desde o início das investigações, 51 recomendações já foram emitidas pelo Cenipa.

Indiciados

A Justiça Federal de Mato Grosso aceitou a denúncia contra os dois pilotos do Legacy --Joe Lepore Jan Paul Paladino-- e quatro controladores de tráfego aéreo brasileiros. Na denúncia, o Ministério Público afirmou que a negligência dos seis acusados causou a colisão entre o Legacy e o Boeing. O processo, agora, está na fase de colher o depoimento dos envolvidos.

Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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