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Cotidiano
01/10/2007 - 08h32

Nova malha aérea altera vôos em Congonhas a partir de hoje

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo

As empresas aéreas começaram a operar nesta segunda-feira a nova malha aérea brasileira, que restringe operações no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo). Com isso, vôos tiveram rotas e horários alterados.

Entre as medidas previstas no pacote estão a que proíbe Congonhas ter vôos com raio superior a 1.000 km; proíbe conexões ou escalas e reduz para 33 o número de movimentos por hora para a aviação regular ----no começo do ano, antes da reforma da pista principal, eram 48.

A Gol anunciou na manhã do último sábado o cancelamento de 47 vôos permanentes e alterações de horário e aeroporto para cerca de outros 30. Com a decisão, quatro vôos de São Paulo para o Rio de Janeiro e sete do Rio para São Paulo, quase todos diários, deixam de existir, segundo as informações da empresa.

A lista de vôos alterados da Gol traz mudanças, em geral, apenas no horário. Mas há também casos de mudanças de aeroporto. Passageiros com dúvidas devem telefonar para 0300-115-2121.

A TAM havia divulgado no dia 20 nota em que transferia para Guarulhos os vôos para Norte, Nordeste e Cuiabá (MT), para atender à distância máxima de 1.000 km para vôos diretos.

Apesar das mudanças, a Infraero (estatal que administra os aeroportos) informou que o movimento é considerado normal nos terminais de São Paulo e do Rio na manhã desta segunda.

De acordo com balanço da estatal, em todo o país, 10% dos 452 vôos programados para ocorrer da 0h às 8h sofreram atrasos superiores a uma hora. Do total, 9,3% (43) foram cancelados.

Em Congonhas, os atrasos atingiram 4 dos 42 vôos previstos (9,5%) e dois vôos foram cancelados.

Restrição

Na última sexta (28), o TRF (Tribunal Regional Federal) determinou novas restrições para as operações no aeroporto de Congonhas, que incluem a limitação de 130 passageiros nas aeronaves em pousos e decolagens.

As principais companhias aéreas do país utilizam modelos com capacidade superior a essa. O Airbus-A320 da TAM tem 174 assentos, por exemplo.

As limitações previstas na decisão liminar do desembargador federal Roberto Haddad também abrangem a proibição de aviões no aeroporto com reversor inoperante --sistema auxiliar de frenagem que estava sem funcionar em um dos lados do avião que se acidentou em Congonhas em julho, matando 199 pessoas.

Elas incluem, também, uma restrição maior à quantidade de combustível nos vôos, além da obrigatoriedade de as empresas aéreas fazerem desvios para Cumbica quando houver "qualquer defeito mecânico" e de submeter as tripulações a treinamento específico para Congonhas, semelhante ao que existe para quem pousa no Santos Dumont, no Rio --devido à pequena extensão da sua pista.

O despacho foi dado em resposta a um recurso do MPF (Ministério Público Federal), que queria a interdição do aeroporto depois do acidente com a aeronave Airbus-A320 da TAM, que fazia o vôo 3054, até a conclusão das investigações --solicitação que foi recusada em primeira instância.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou que iria recorrer. Um representante das empresas aéreas e outro da Anac disseram extraoficialmente considerar a medida que limita os aviões ao transporte de 130 passageiros esdrúxula por falta de embasamento técnico.

No fim de semana, a TAM afirmou que já cumpre a determinação que limita pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas a aviões com até 130 passageiros. A Gol afirmou que já cumpre parte das exigências, sem citar quais, mas que "está trabalhando para atender as demais".

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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