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Cotidiano
01/10/2007 - 13h22

Desencontros marcam implantação de nova malha aérea em SP

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GABRIELA MANZINI
da Folha Online

Neste primeiro dia de operações da nova malha aérea nacional, os passageiros sofrem com o desencontro causado pelo esforço das companhias aéreas em se adequar às restrições impostas ao aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo).

No começo da tarde desta segunda-feira, no saguão de Congonhas, um dos exemplos da falta de informação era um grupo de turistas de Goiânia (GO) que tentava retornar à cidade depois de passar uma semana em Porto Seguro (BA).

Na ida, no último dia 24, o grupo chegou à Bahia após uma escala em Congonhas, em menos de seis horas. Hoje, porém, com o fim das escalas, eles foram obrigados a sair às 5h de Porto Seguro para Belo Horizonte (MG) e, então, para Guarulhos, onde os turistas foram informados de que o vôo para Goiânia sairia de Congonhas. Mesmo com o translado da empresa, quando chegaram ao aeroporto na zona sul de São Paulo, o vôo já havia partido.

Às 13h, eles aguardavam pela saída do próximo vôo da TAM para Goiânia, às 15h50.

Outra vítima da desinformação foi o radialista Aldair dos Santos, 26. Cliente da Gol, ele foi a Guarulhos na tentativa de conseguir um vôo para Uberlândia (MG). Mas foi informado de que o vôo partiria de Congonhas. Mais uma vez, mesmo com o translado, o passageiros chegou atrasado ao terminal. "O avião foi e nós ficamos."

Por fim, o radialista acabou remanejado para outra companhia --a TAM--, que sairá às 15h08.

No mesmo vôo espera embarcar a bióloga Paula Faria, 26, que também pegaria o vôo para Uberlândia. Ela lamentava ter perdido uma entrevista de emprego por causa da confusão. "O pior foi que recebi uma notificação da Gol por e-mail dizendo que meu vôo sairia de Guarulhos. E quando cheguei lá estava tudo errado."

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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