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Cotidiano
02/10/2007 - 19h58

Empresário Oscar Maroni Filho deixa cadeia em São Paulo

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da Folha Online

O empresário Oscar Maroni Filho, proprietário da boate Bahamas e de um prédio interditado pela prefeitura na região do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, deixou a cadeia na noite desta terça-feira. Maroni estava preso desde 14 de agosto.

14.08.2007/Sergio Alberti/Folha Imagem
O empresário Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas, ao ser preso
O empresário Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas, quando foi preso

Maroni teve a prisão preventiva decretada no último dia 6 de agosto. Maroni filho é acusado de favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas por causa do concurso Miss Garota de Programa, que oferecia prêmio de R$ 20 mil, viagem a Las Vegas (Estados Unidos) e divulgação à vencedora.

Ao deixar a cadeia, o empresário afirmou que vai pedir desculpas ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) pelas declarações que havia feito logo depois da queda do Airbus-A320 da TAM que caiu em São Paulo em 17 de julho. Depois da queda, Kassab disse que a prefeitura demoliria um hotel que Maroni construiu na região do aeroporto.

Na saída da prisão, o empresário exibiu uma camiseta com o lema "Free Oscar" (libertem Oscar, em inglês) e colocou para tocar, em seu carro --um Mercedes--, a música "Pra Não Dizer que Não Falei de Flores", de Geraldo Vandré, símbolo da luta pela liberdade durante a Ditadura Militar (1964-1985). "Somente os filhos são mais valiosos que a liberdade", disse Maroni ao sair da prisão.

Maroni voltou a dizer que a disputa pela prefeitura de São Paulo está entre seus planos. Segundo o empresário, três partidos estariam interessados em sua pré-candidatura.

De acordo com o TJ, a decisão de libertar Maroni foi tomada em votação unânime. A sessão de julgamento do recurso foi presidida pelo desembargador Hélio de Freitas e com a participação dos desembargadores Euvaldo Chaib, que foi o relator, e Willian Roberto de Campos e Salles Abreu.

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Comentários dos leitores
Justino berzek (1) 04/10/2007 13h25
Justino berzek (1) 04/10/2007 13h25
SAO PAULO / SP
Hipocrisia é o que menos precisamos neste momento, essas garotas na falta do bahamas apenas vão mudar de ponto, deixar de se prostituir é que não vão!....o caso do Kassab com o Bahamas é outro... 5 opiniões
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Rafael Silva Ferreira (2) 04/10/2007 11h53
Rafael Silva Ferreira (2) 04/10/2007 11h53
CARAPICUIBA / SP
Acredito que com tantas coisas ruins e à se preocupar, acontecendo na cidade de São Paulo, alguns fiquem ainda evidenciando o caso do Sr. Maroni. Se refletirmos um pouco mais, podemos verificar que a prostituição é a profissão mais antiga do mundo. É muito "falso-moralismo", querer julgar uma pessoa que gerencia um "bordel de luxo", onde com certeza muitos a frequentam ou até mesmo preferem os lugares de mais baixo calão. O país está em colapso, o estado está em crise e a cidade em necessidade de reestruturação. Passemos a ver falta de infra-estrutura, o transporte que está sucateado, a falta de estrutura do funcionarismo público e a violência nos suburbios.
Podem ter certeza que isso é bem mais importante do que ficar "jogando pedra na Geni" que aqui se representa como Oscar Maroni Filho.
26 opiniões
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Angela BR (19) 04/10/2007 11h42
Angela BR (19) 04/10/2007 11h42
Olá a todos, na minha opiniao, prenderam o cafetão para desviar a atencão do problema principal que é o aeroporto de congonhas. Morei muito tempo atrás em Moema, e o Bahamas já estava lá, nunca incomodou aos prefeitos e suas corjas (ao contrário, acho que muitos deles se serviram do "serviço" oferecido lá).
O aeroporto de congonhas deveria sim ser removido, não apenas reduzir número de vôos, ou encurtar (oh meu Deus) a pista para dar lugar à área de escape. Ainda que seja um teco teco, um bandeirantes ou um jatinho executivo, se acontece de ter uma pane e cair em cima de um edifício residencial que rodeia o aeroporto, o estrago será mesmo grande, afinal, os aviões estão cheios de combustível... uma explosão após choque é certa!
Caro prefeito, deixa o cafetão ganhar o dinheiro dele, e preocupe-se em retirar o aeroporto do meio da cidade...
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