Maroni diz que usou tempo na cadeia para refletir
CAROLINA FARIAS
da Folha Online
"Voltei à casa dos homens que sorriem com olhos tristes". O empresário Oscar Maroni Filho, que deixou a cadeia nesta terça-feira, disse que a frase foi a primeira que pensou quando voltou à prisão pela segunda vez --a primeira aconteceu por um porte ilegal de arma que ele afirma que foi injusto. "Gosto de frases".
Maroni, dono da boate Bahamas e de um hotel ao lado da casa, que teve o alvará da obra cassado pela prefeitura, disse que aproveitou para refletir sobre a vida durante os 49 dias em que permaneceu na carceragem do 13º Distrito Policial (Casa Verde).
"Fiz muitas reflexões, principalmente durante a madrugada. Só estando preso para entender", afirmou o empresário.
Quando saiu da cadeia, Maroni disse que passou em uma churrascaria, um local que sempre freqüenta, e comeu dois pedaços de costela de cordeiro e tomou uma cerveja. Na seqüência, o empresário foi para o Bahamas onde se encontrou com a família.
"Vou chegar em casa, abrir meu terraço e olhar São Paulo à distância. Agora posso ir à padaria e desligar a TV quando quiser, porque na cadeia ninguém pode trocar de canal, aumentar o volume porque a televisão é de todo mundo", disse Maroni.
O empresário disse que dividiu a cadeia com outros 30 presos, dispostos em cinco celas --cada cela com três beliches. Além da TV, segundo Maroni, os presos também dividiam o jornal. "Fazíamos uma vaquinha para comprar o jornal e todos liam", contou Maroni.
A decisão de libertar Maroni foi tomada em votação unânime, segundo o Tribunal de Justiça. A sessão de julgamento do recurso foi presidida pelo desembargador Hélio de Freitas e com a participação dos desembargadores Euvaldo Chaib, que foi o relator, e Willian Roberto de Campos e Salles Abreu.
O Tribunal considerou que o empresário não apresentava riscos à sociedade ou de sair do país, segundo a defesa, por isso foi concedido o habeas corpus para o empresário responder o processo onde é acusado de favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas.
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Especial


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Podem ter certeza que isso é bem mais importante do que ficar "jogando pedra na Geni" que aqui se representa como Oscar Maroni Filho.
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O aeroporto de congonhas deveria sim ser removido, não apenas reduzir número de vôos, ou encurtar (oh meu Deus) a pista para dar lugar à área de escape. Ainda que seja um teco teco, um bandeirantes ou um jatinho executivo, se acontece de ter uma pane e cair em cima de um edifício residencial que rodeia o aeroporto, o estrago será mesmo grande, afinal, os aviões estão cheios de combustível... uma explosão após choque é certa!
Caro prefeito, deixa o cafetão ganhar o dinheiro dele, e preocupe-se em retirar o aeroporto do meio da cidade...
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