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Cotidiano
03/10/2007 - 17h10

Empresas aéreas devem ressarcir passageiros em casos de atrasos, diz relator

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O relator da CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), quer que as empresas aéreas devolvam o valor integral da passagem aos clientes em caso de atraso superior a duas horas. A determinação foi incluída em seu relatório, que está sendo discutido nesta quarta-feira pelos deputados da CPI.

A devolução terá que ser feita imediatamente ao passageiro que pedir, em valor integral, mesmo se o valor da passagem for parcelado.

Entre as alterações feitas no relatório está a determinação de que empresas aéreas informem os passageiros antes do check-in, por telefone, da ocorrência de possíveis atrasos de mais de uma hora.

Além disso, as empresas terão que fornecer alimentação e cartões telefônicos aos passageiros em caso de atrasos de mais de uma hora. Atualmente, a legislação obriga as empresas a dar alimentação e hospedagem aos passageiros apenas em atrasos de mais de quatro horas e meia.

Oposição

O relatório de Maia foi muito criticado por parlamentares de oposição. Além do PSDB e do Democratas, o PSOL também apresentou voto em separado em que pede o indiciamento da diretoria da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

"O relator se preocupou com o lambari e não se preocupou com os tubarões que estão devorando o nosso setor aéreo. O PSDB termina essa CPI com o sentimento de que poderíamos avançar muito mais", reclamou o deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG).

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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