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Cotidiano
09/10/2007 - 02h31

Corregedoria investiga policial que diz saber de Rolex de Luciano Huck

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KLEBER TOMAZ
da Folha de S.Paulo

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo investiga um policial que teve sua carta publicada no Painel do Leitor da Folha de S.Paulo, no dia 2, dizendo saber onde está o relógio Rolex roubado do apresentador Luciano Huck e que não o recuperaria pois ganha pouco para trocar tiros com criminosos.

Em sua carta, o investigador Roger Franchini, do 36º DP, no Paraíso (zona sul), diz que os policiais que combatem o crime "sabemos onde está o Rolex roubado do Luciano Huck". Ele afirma que não irá procurar o relógio pois recebe um salário-base de R$ 568,29.

Segundo o delegado-corregedor Francisco Campos, Franchini terá de se explicar.

"Se ele sabe onde está o Rolex do Huck, deveria apreender o material ou comunicar seus superiores onde ele está."

O texto de Franchini é uma crítica ao artigo "Pensamentos quase Póstumos", de Huck, que saíra um dia antes, no Tendências/Debates, da Folha.

Huck conta no artigo que poderia ter morrido no assalto.

Franchini também critica o governador José Serra (PSDB) por manter a polícia paulista na "miséria há 14 anos" e afirma que, para sustentar a família, faz "bico" --o que é proibido. "Ele denegriu a imagem da sua instituição", disse Campos.

O policial prestou depoimento e admitiu ter escrito a carta. Se punido, pode ser advertido, suspenso ou demitido. O policial não quis se pronunciar.

Veja a íntegra da carta do policial Franchini

"Os policiais que estão na linha de frente do combate ao crime (todos os que não são delegados ou oficiais da PM), sabemos onde está o 'rolex roubado' do Luciano Huck --metáfora para o graal da segurança pública brasileira. Mas não vou trocar tiro com bandidos recebendo um salário base de R$ 568,29 ao mês (e agora sem o tícket alimentação de R$ 80,00 que nos foi retirado em agosto de 2007).

"Prefiro correr risco no bico para sustentar meus filhos. Se Huck não está feliz conosco, pode entrar para o movimento CANSEI e cobrar do governador Serra o motivo do PSDB ter tanta raiva da policia paulista e mantê-la na miséria há 14 anos. Eu queria fazer minha inscrição lá, mas será que aceitam um policial sem dinheiro?

Roger Franchini"

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Comentários dos leitores
Tomei connhecimento muito tarde do caso do 'rolex' de Luciano Huck, e li algumas opniões que ,por serem pessoais são livres mas miseravelmente ignorantes ou tendenciosamente burguesas.Se meu comnetário sair na íntegra,ficarei imensamente felix e terei a ilusão de que a imprenssa é livre e democrática.Como uma pessoa como Bernardo Blanquier pode considerar que por gerar empregos e entretenimento uma pessoa deve ficar livre da violênvcia?Então uma pessoa como eu ,pobre e que 'nao gera empregos' mas trabalha honesta mente para enriquecer essa classe social que esta no poder no governo ( o lula tem origem de pobre mas não é só ele que governa ,não é mesmo?) tenho que sofrer violência?E um policial com um salário de miséria tem que arriscar sua vida por um relógio de burguês e sofre condenação por expressar sua opnião?Vai dizer que os governa dores de SP, o estado mais rico do país e que falam de sua origem 'humilde' estão expostos à essa violência?E que não deixam de investir em segurança pública ,educação e ações sociais pelos pobres para promover estímulos à economia,na forma de subsídios que só beneficiam a classe burguesa ,esses ingênuos geradores de mepregos que ,com uma miníma ação social pelomarketing pessoal e muito dinheiro no bolso acham que devem ser intocáveis ?O policial que deve dar a vida por eles ou o filho do bandido que morre de fome não?.Não critico Luciano Huck,mas pessoas que acham que vivemos num mundo de mocinhos e bandidos ,quendo é muito mais que isso sem opinião
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Pedro P (1) 25/01/2008 09h37
Pedro P (1) 25/01/2008 09h37
O Policial foi irônico e sarcástico na sua carta, como ele mesmo disse, da mesma forma que o Luciano Huck foi em seu artigo. Até onde sei, ninguém pode ser punido por pensar diferente de todos. Não há nada registrado que diga sobre seus atos concretos, o que fez ou deixou de fazer. Somente há a manifestação de sua insatisfação com o desprezo dado pelo governo aos policiais de uma forma metafórica. Sentimento, aliás, só não vê que não quer, é comum entre os servidores da segurança pública.
Se o Luciano Huck pode ser sarcástico em sua carta e não sofreu nenhuma investigação, isso quer dizer que o direito de expressão é diferente para os dois. Um pode, o outro não, e sofrerá sanções por se expressar.
O que me espanta é saber que foi a folha quem começou essa história à partir de uma interpretação parcial e interesseira da manifestação de um cidadão, apenas para vender mais jornal. É essa a imprensa livre que temos? Quem se sente seguro enviando comentários a folha? É essa a democracia em que vivemos, conduzida por interesses de mercado?
Nessa história toda os únicos irresponsáveis por seus atos são a imprensa e o governo do estado de São Paulo.
3 opiniões
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Bernardo Blanquier (1) 05/11/2007 12h12
Bernardo Blanquier (1) 05/11/2007 12h12
RIO DE JANEIRO / RJ
Perfeito o comentario da leitora Regina Azevedo,objetivo e sem falsos moralismos contra uma camada da populaçao que paga seus impostos e cria empregos a decadas no Brasil.Agora com a tomada do poder desses incompetentes vendidos ao socialismo financiados pelo narcotrafico,que se escondem por tras desses discursos de salvadores da patria ,com ternos de Armani e felizes de serem ricos tbm ,se acham no direito de criticar um individuo que trabalha,e muinto para o bem estar e o entretenimento de milhoes de jovens .Luciano nao se deixe abater por essas tropas de criticos ,que nao tem corajem de trabalhar e preferem ficar de papagaio de pirata da turma do governo. 23 opiniões
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