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Cotidiano
18/10/2007 - 11h34

Senado aprova projeto que amplia licença-maternidade para seis meses

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, o projeto que aumenta de quatro para seis meses o período da licença-maternidade. A iniciativa é facultativa, mas a empresa que aderir à proposta terá incentivos fiscais.

A proposta tem caráter terminativo, portanto, segue agora para análise e nova votação na Câmara.

A autora do projeto, senadora Patrícia Saboya Gomes (PDT-CE), comemorou a aprovação. "Está na hora de se respeitar a mulher brasileira e as crianças", disse ela.

De acordo com a parlamentar, a renúncia fiscal para a União poderá chegar a R$ 500 milhões anuais --se todas as empresas aderirem ao projeto.

Mas, segundo Saboya, os gastos serão compensados com a melhoria da qualidade de vida das mulheres e crianças, uma vez que o SUS (Sistema Único de Saúde) reduzirá suas despesas.

Segundo a senadora, funcionárias públicas de 58 municípios em seis Estados já vivem a realidade da licença-maternidade de seis meses. De acordo com ela, desde o final de 2005, sua proposta --de ampliação da licença-- foi submetida a várias Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas em locais diferentes do país.

Pelo texto aprovado, a empresa que aderir ao Programa Empresa Cidadã vai poder descontar no cálculo do Imposto de Renda o valor integral da remuneração que a mãe recebia nos 60 dias de prorrogação da licença.

"O projeto vai diferenciar o compromisso social e a sensibilidade humana das empresas", destacou o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dioclécio Campos Júnior.

Durante a votação nesta quinta-feira vários senadores elogiaram a iniciativa, entre eles Ideli Salvatti (PT-SC), Inácio Arruda (PC do B-CE), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

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Comentários dos leitores
Dorca Cena de Souza (1) 04/02/2009 20h36
Dorca Cena de Souza (1) 04/02/2009 20h36
Estou gravida de 5 (cinco) meses gostaria de saber se tenho direito a seis meses de licença obrigatório sem opinião
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José Teixeira Filho (13) 31/10/2007 16h28
José Teixeira Filho (13) 31/10/2007 16h28
No meu entendimento esta lei deveria ser aperfeiçoada. Ficaria assim: tão logo a mulher dê a luz ao primeiro filho ela fica automaticamente aposentada. E o marido deveria passar a sua licença-paternidade para 5 anos.
O Lula já deu bolsa Família. Está em vias de dar o Bolsa Mendigo, para os moradores de rua. E já está em estudo o Bolsa Bandido, para os marginais. As esposas e os maridos também têm direito. É ou não é?
42 opiniões
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Rosineide Monteiro de Lima (1) 19/10/2007 18h27
Rosineide Monteiro de Lima (1) 19/10/2007 18h27
SAO PAULO / SP
Na minha opinião n São Paulo,19/10/2007
Não era necessário haver esta lei, pois porque as funcionárias públicas já fazem uso deste direito há muito tempo sem precisar de lei alguma, e nós que somos mulheres iguais à elas precisamos que haja uma lei para valer um direito que é privilegiado apenas para os FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS! Gostaria de saber qual é a diferença, pois esta lei deveria unificar a igualdade de direitos para todas AS MULHERES há muito tempo! Obrigada pela atenção. Rose
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