Huck não reconhece suspeitos de roubar seu Rolex em São Paulo
da Folha Online
da Folha de S.Paulo
O apresentador da TV Globo Luciano Huck não reconheceu nesta quinta-feira os dois suspeitos de roubar seu relógio Rolex em um bairro nobre da zona oeste de São Paulo no mês passado.
Huck mora no Rio e veio a São Paulo apenas para ver as fotos dos suspeitos, o garçom Wagner do Nascimento Marinho, 22, foragido da penitenciária de Valparaíso (577 km de São Paulo), e um grafiteiro.
As fotos foram apresentadas pelo delegado Marcos Manfrin, que teve um encontro com o apresentador no escritório do pai de Huck, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo). Segundo sua assessoria, o apresentador já voltou para o Rio.
A prisão ocorreu em Taboão da Serra (Grande São Paulo), graças a um informante da polícia. De acordo com o informante, o Rolex, avaliado em R$ 10 mil, já foi vendido.
Artigo
O assalto ao apresentador veio à tona após artigo publicado pelo apresentador na Folha, no dia 1º de outubro.
No texto, Huck afirmava: 'Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres... Onde está a polícia? Onde está a 'Elite da Tropa'? Quem sabe até a 'Tropa de Elite'! Chamem o comandante Nascimento!'
O texto do apresentador gerou resposta do policial civil Roger Franchini, que disse saber onde estava o Rolex, mas que não tentaria recuperá-lo. 'Os policiais que estão na linha de frente do combate ao crime (...), sabemos onde está o 'rolex roubado' do Luciano Huck (...). Mas não vou trocar tiro com bandidos recebendo um salário base de R$ 568,29 ao mês", disse.
A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo começou a investigar Franchini. 'Se ele sabe onde está o Rolex do Huck, deveria apreender o material ou comunicar seus superiores onde ele está', disse o delegado-corregedor Francisco Campos.
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Especial


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Se o Luciano Huck pode ser sarcástico em sua carta e não sofreu nenhuma investigação, isso quer dizer que o direito de expressão é diferente para os dois. Um pode, o outro não, e sofrerá sanções por se expressar.
O que me espanta é saber que foi a folha quem começou essa história à partir de uma interpretação parcial e interesseira da manifestação de um cidadão, apenas para vender mais jornal. É essa a imprensa livre que temos? Quem se sente seguro enviando comentários a folha? É essa a democracia em que vivemos, conduzida por interesses de mercado?
Nessa história toda os únicos irresponsáveis por seus atos são a imprensa e o governo do estado de São Paulo.
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