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Cotidiano
18/10/2007 - 23h08

Diretores de presídios se recusam a falar de PCC em CPI na Câmara

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CRISTIANO MACHADO
Colaboração para a Agência Folha, em Presidente Venceslau

Diretores de presídios do oeste de São Paulo, onde estão presos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), se recusaram a falar ontem em audiência pública da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados.

Ausentes da reunião realizada em Presidente Prudente (565 km de SP), os funcionários serão convocados a depor em sessão fechada, em Brasília. Eles alegaram motivos de segurança para não falar em público. "Não foi uma recusa, mas uma recomendação, pois sabemos o risco a que eles seriam expostos", afirmou o presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PR-ES).

Criada para investigar a situação nos presídios brasileiros, a CPI também convocará o preso Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC. Segundo Fraga, as datas dos depoimentos serão definidas na próxima semana.

Ontem, seis integrantes da CPI visitaram a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km de SP) e o CRP (Centro de Readaptação Penitenciária) de Presidente Bernardes (589 km de SP), onde vigora o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), em que presos ficam isolados por 22h diárias, sem direito a visitas íntimas e contatos físicos com parentes e advogados.

Em Presidente Venceslau, os deputados circularam pelo pátio do setor onde Marcola cumpre pena, mas não houve contato com os presos, que estavam em suas celas.

Os membros da comissão também ouviram queixas de agentes penitenciários sobre más condições de trabalho. Citaram ainda denúncias de maus-tratos a presos que serão investigadas pela CPI. Uma delas, segundo o relator da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), se refere a suposto espancamento de 60 presos na penitenciária de Presidente Venceslau.

Outro membro da comissão, o deputado Talmir Rodrigues (PV-SP), afirmou que pedirá investigação sobre a morte de quatro presos da unidade. "Nos últimos meses quatro presos se suicidaram no local. Precisamos saber o que está ocorrendo nesse presídio."

A reportagem solicitou informações sobre as denúncias à Secretaria da Administração Penitenciária do Estado, mas não havia obtido resposta até as 19h de ontem.

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Comentários dos leitores
T. Morimoto (326) 17/02/2008 01h18
T. Morimoto (326) 17/02/2008 01h18
Perdoem-me todos, vai ofender muitos, mas vou escrever. O combate à bandidagem, seria muito fácil na saudosa época dos militares. Alguns "urutús", cemitério de Perús, etc., resolveriam, sem despesas com "Faculdades do Crime" (prisões). Haviam algumas injustiças contra inocentes (seriam inocentes mesmo?), raras e suportáveis, e podiamos trabalhar e progredir, sem medo de ir e vir, e crescendo até a 11% a.a. Hoje, após a malfadada diretas já e "fora milicos", parece existir injustiça apenas contra os humanos direitos vitimados diariamente, em avassaladores números insuportáveis. Não vejo uma "luz no fim do túnel", contra esse poder maior que o do Governo (o poder dos bandidos, vitimando o povo que nada pode receber pelas violências sofridas). Governo desse tipo, não serve pra Brasil. Não conheço nenhuma família que não sofreu alguma violência de bandidos, que qdo. "executados", recebem todo o apoio da mídia e dos "direitos humanos dos bandidos", enquanto os policiais, recebem punições (além de mal pagos). 2 opiniões
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André Machado Pereira (2) 16/02/2008 21h12
André Machado Pereira (2) 16/02/2008 21h12
SAO PAULO / SP
Tudo Balela...Os ataques de 2006 tiveram um só motivo em São Paulo , Desestruturar a Candidatura Geraldo Alckmin para presidência , Como não existe ainda outra disputa Política em andamento , Duvido muito que teremos outros Ataques , De resto...como diria meu Pai , é tudo Lero lero e Bang Bang... 7 opiniões
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Edson Luis Brabo (4) 16/02/2008 16h34
Edson Luis Brabo (4) 16/02/2008 16h34
SAO PAULO / SP
Espero e DEUS que não haja mais ataques, já temos bandidos demais em BRASÍLIA que nos roubam o tempo todo, todo dia. Mas se houverem os ataques que nossa gloriosa polícia militar mostre prá que existe, pois, sou acadêmico de Direito, funcionário público, trabalho desde menino como a maioria dos brasileiros, nunca tive nenhum tipo de complicação com polícia de nenhuma espécie, e pelo fato de ser motociclista não tenho sossêgo, é só sair na rua para ser parado e humilhado por pms mal-educados que só sabem ser valentões com trabalhadores humildes. Se houverem ataques que saiam dos quartéis e façam com os bandidos o que fazem com os trabalhadores! Vamos ver se têm coragem!! 6 opiniões
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