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20/10/2007 - 20h27

Delegado afirma que Anac e FAB sonegam dados sobre acidente da TAM

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Colaboração para a Agência Folha, em Porto Alegre

O diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), Aldo Galiano Júnior, disse hoje que "autoridades federais" estão impedindo a Polícia Civil de São Paulo de concluir o inquérito que apura as causas do acidente com o vôo JJ 3054, da TAM, ocorrido no dia 17 de julho, que matou 199 pessoas.

"Só dependemos de órgãos federais para concluir o inquérito. Se estivessem nos ajudando, já teríamos resolvido", disse Galiano em Porto Alegre (RS), durante reunião com parentes das vítimas do acidente, que completou três meses. O diretor citou nominalmente o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e o presidente da Anac, Milton Zuanazzi.

Segundo ele, documentos importantes ao inquérito estão sendo "sonegados". Entre eles, o certificado de aeronavegabilidade (que determina a capacidade de passageiros e o peso possível de ser transportado por cada avião) e o prontuário da aeronave, que apresenta um histórico das medidas de manutenção realizadas.

Esses documentos são de responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes, do Ministério da Aeronáutica. Ainda segundo Galiano, a Polícia Civil não recebeu até hoje os relatórios das caixas-pretas do vôo nem os laudos de liberação da pista de Congonhas. "Nem mesmo as determinações judiciais resolveram", disse.

Mesmo assim, Galiano disse, com base nos 217 depoimentos que fazem parte do inquérito, que os indícios remetem a duas causas para o acidente: as más condições da pista de Congonhas e a operação errada dos controladores de vôo no dia do acidente.

Por meio da assessoria de imprensa, a Anac negou que esteja "sonegando" documentos necessários à investigação sobre o acidente. A Aeronáutica afirmou, também por meio de sua assessoria de imprensa, que não conhece nenhum pedido da Justiça para fornecer qualquer documento à Polícia Civil de São Paulo.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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