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Cotidiano
23/10/2007 - 11h56

Ministro Nelson Jobim critica "leniência" da Anac

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Nelson Jobim (Defesa) criticou nesta terça-feira a lentidão da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), atribuindo a ela parte dos problemas registrados ontem no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.

Os atrasos de mais de uma hora no aeroporto, nos vôos programados entre as 0h e 22h desta segunda-feira, atingiram 30,5%. Estavam agendados para o período 262 pousos e decolagens, mas 80 registraram espera. Outros 32 foram cancelados.

Segundo Jobim, a agência deve intervir definindo regras a serem adotadas pelas empresas aéreas para garantir a preservação dos direitos dos passageiros. "A Anac continua naquela leniência que a caracteriza", disse ele após cerimônia militar em Brasília.

"A Anac tem de intervir no sentido de definir regras, por meio da legislação, que possam impor condutas dessa natureza. Inclusive em relação a ações que a Anac deve tomar", reiterou.

O ministro disse ainda que os atrasos registrados ontem em Congonhas foram "uma mera ocasião". De acordo com ele, o mau tempo contribuiu para agravar a situação, mas condenou a falta de assistência aos passageiros.

"O que nós observamos claramente é a falta de assistência por parte das empresas aos seus tripulantes. Esse é o problema, ou seja, a inadequação ainda das empresas no atendimento correto aos seus passageiros e consumidores", afirmou.

Infraero

O presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos), Sérgio Gaudenzi, também reclamou do mau tempo e ressaltou que, em tempos de chuva, a tendência é aumentar a ocorrência de atrasos em todo o país.

Ele admitiu que a Infraero errou ao não comunicar aos passageiros que no último fim de semana haveria o GP Brasil de F-1, o que poderia trazer conseqüências ao tráfego aéreo.

"O que nós falhamos foi, talvez, a comunicação. Nós deveríamos ter alertado que haveria uma decisão mundial e que deveria ser um momento delicado."

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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