ONG nega que padre Júlio Lancelotti tenha acesso a seus recursos
da Folha Online
O Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, entidade jurídica que representa serviços sociais na zona leste de São Paulo, e que tem como um dos integrantes do conselho deliberativo o padre Julio Lancelotti, nega que ele tenha acesso aos recursos financeiros da entidade.
Coordenador da Pastoral do Povo de Rua e um dos principais defensores dos direitos de jovens infratores, o padre acusa o ex-interno da antiga Febem (atual Casa) Anderson Marcos Batista, foragido da Justiça, de tê-lo extorquido, por quase três anos, em cerca de R$ 50 mil.
A Polícia Civil de São Paulo informou que investiga o contrato da ONG. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que o objetivo é o de realizar uma perícia contábil. Ela poderá indicar, por exemplo, se o valor pago pela extorsão saiu dos cofres da entidade.
A entidade se manifestou por intermédio de uma nota de esclarecimento nesta terça-feira, após ser mencionada pela polícia.
A nota informa ainda que o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto é uma entidade sem fins lucrativos e é reconhecida de utilidade pública pelos governos federal, estadual e municipal. A ONG ligada ao padre informou que seus recursos provêm de convênios com órgãos públicos.
A entidade explica que Julio Lancelotti é apenas um integrante do conselho deliberativo, criado por estatuto assim como o conselho fiscal e diretoria, e o padre não decide por si só, assim como os demais.
O Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto informa ainda não possuir dívidas e sua contabilidade passa por auditorias internas e externas. Um balanço anual é publicado em um jornal "O São Paulo", semanário da Arquidiocese de São Paulo. A entidade finaliza a nota informando que sua documentação está em ordem e está à disposição para qualquer tipo de fiscalização.
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