Escola de madeira atingida por tiros no Rio será substituída por prédio de alvenaria
CAROLINA FARIAS
da Folha Online
A Secretaria Municipal de Educação do Rio vai construir um prédio de alvenaria para abrigar a escola Austregésilo de Athayde, próxima à favela da Coréia, em Senador Camará (zona oeste), para substituir a construção de madeira onde 500 alunos estudavam.
Na quarta-feira passada (17), parte dos estudantes --com idades entre 7 e 10 anos--, professores e funcionários da escola ficaram mais de duas horas no meio do tiroteio entre policiais civis e traficantes, durante uma operação de combate ao tráfico na favela.
Tiros atingiram as paredes e o telhado da escola, que ficou cheio de buracos de balas. Aqueles que estavam no local se protegeram na cozinha e no refeitório, únicos cômodos de alvenaria no local.
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| Telhado de escola municipal, em Senador Camará, no Rio, atingido por tiro |
Nesta terça-feira, a secretaria se reuniu com professores e alunos da escola para falar sobre a construção do novo prédio, que será em um terreno da prefeitura na mesma região.
Também foi discutido o remanejamento dos alunos para a escola municipal Edson Carneiro, que fica na mesma comunidade, segundo a secretaria.
Desde o dia do tiroteio, os pais se recusaram a mandar os filhos para a escola. Funcionários e professores também não aceitaram trabalhar sem melhores condições de segurança, para eles e para as crianças.
Ponto estratégico
A escola de madeira fica em um ponto estratégico de Senador Camará. A unidade está localizada na estrada do Taquaral, em uma curva da via, onde é possível observar os carros que vêm de Bangu e Campo Grande (ambos na zona oeste). Este ponto fica ao lado da favela e foi utilizado por policiais na quarta-feira para penetrarem no morro.
No dia da operação, os policiais se posicionaram em frente à escola para enfrentar os traficantes da favela, segundo uma funcionária da unidade, que pediu para não ser identificada.
A escola foi construída, há quatro anos, para atender a comunidade provisoriamente durante cinco anos.
"Não dá mais para esperar [completar] os cinco anos. Corremos o risco de morrer", disse a funcionária.
Guerra de números
O IML (Instituto Médico Legal) contabilizou que 13 supostos traficantes, e não dez, morreram durante uma operação da Polícia Civil na favela da Coréia. Oficialmente, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) considerou que dez suspeitos de tráfico morreram.
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| Bala encontrada em terreno de escola em Senador Camará, após tiroteio em favela |
Além dos suspeitos, morreram um policial civil e o garoto Jorge Cauã Silva Lacerda, 4. No domingo (21), a Polícia Militar foi acionada para resgatar mais um corpo, supostamente de um traficante morto também na quarta-feira.
Segundo moradores, o rapaz, identificado como Alexandre Lima, 23, foi atingido enquanto fugia de policiais por um matagal na favela. Ele seria um dos suspeitos filmados tentando fugir pela mata, enquanto policiais atiravam de um helicóptero.
Seu corpo ficou no matagal até sábado (20), quando traficantes da favela mandaram que o corpo fosse retirado da mata e deixado na estrada do Taquaral, de onde foi resgatado ontem pela PM com um carro blindado.
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Iure et facto, O GENERALÍSSIMO - victormagnobrasil@bol.com.br
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Por essa razão, abomino o PT,( e pensar que fui um admirador desse partido ), a antiga freirinha pudorada (ao menos parecia) e que agora mostrou sua verdadeira face, mostrou qual é sua verdadeira "ética", mas admiro os programas sociais e corajosos do Presidente Lula.
Não acredito em religiões, mas admiro o trabalho social do sr. Crivella, porque realmente ele sabe o que faz. E gostaria que os criticos das politicas sociais não ficassem apenas como papagaios repetindo aquilo que não entendem. Vão estudar economia, mas mudem o foco, priorizando o homem e não o capital. E se voce nunca passou fome na vida, voce não esta apto para falar contra politicas sociais. Parabens ao presidente Lula e ao senador Crivella.
Um país só cresce com distribuição de renda e consumo.
O resto é bullshit que o FMI enfia goela abaixo dos serviçais, dos mais fracos, e dos papagaios.
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