Criminosos obrigam médico a tirar bala de pescoço de homem com canivete
da Folha Online
Um cirurgião de Indaiatuba (102 km a noroeste de São Paulo) foi mantido refém durante 12 horas e obrigado a extrair uma bala do pescoço de um criminoso.
De acordo com a Polícia Civil de Indaiatuba, por volta das 12h do último domingo (21), o médico de 30 anos trafegava por uma rodovia que dá acesso ao município de Vinhedo (79 km a noroeste de São Paulo). Ele parou em uma lombada e disse à Polícia Civil ter percebido o momento em que três criminosos tentavam assaltar um motorista de caminhão que seguia à sua frente. Os criminosos teriam desistido de assaltar o caminhoneiro e abordaram o cirurgião, que estava com seu carro.
Eles o obrigaram a entrar em uma favela localizada no bairro de Campo Belo 1, periferia de Campinas (95 km a noroeste de São Paulo). Ainda de acordo com a Polícia Civil, o médico foi mantido em um barraco da favela e foi obrigado a fornecer os cartões de banco e as senhas aos criminosos.
O cirurgião disse à Polícia Civil que logo depois os criminosos voltaram ao barraco com outros dois homens, um deles baleado no pescoço. Ao ver o ferimento, o cirurgião se identificou como profissional da área de saúde e recomendou que eles procurassem um hospital para tirar a bala.
Os criminosos teriam se negado a ir até um hospital e forneceram apenas um canivete ao médico e ordenou que ele tirasse a bala. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os criminosos teriam ameaçado o cirurgião de morte caso a retirada da bala desse errado.
O médico conseguiu tirar a bala mas foi obrigado a permanecer durante 12 horas no barraco. Só no início da madrugada de segunda-feira (23) o cirurgião foi liberado. Os criminosos devolveram o seu veículo, cartões e senhas de banco. De acordo com a Polícia Civil, não foram realizados saques nem compras. Os criminosos não foram identificados.
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