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Cotidiano
24/10/2007 - 15h14

Jobim diz que país não tem mais problemas na segurança de vôos

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse nesta quarta-feira que o Brasil já superou a crise na segurança aérea, mas ainda faltam ser equacionados problemas referentes à pontualidade e regularidade nos vôos. Jobim afirmou que espera ter uma solução definitiva até março.

"Existe uma grande concentração de vôos em Congonhas [zona sul de São Paulo]. Qualquer solução significa que teremos que reduzir o fluxo por lá. Qualquer coisa que aconteça em Congonhas cria um efeito dominó", afirmou, sem revelar detalhes do projeto.

Até março, garantiu, os efeitos serão minimizados aos poucos, de forma progressiva. O ministro afirmou que segurança, regularidade e pontualidade são três pilares básicos do setor de aviação.

Para desafogar Congonhas, Jobim admitiu reduzir taxas aeroportuárias para que as empresas passem a operar com mais freqüência no aeroporto Tom Jobim, no Rio. Ele disse que poderá isentar o pagamento da taxa de controle aéreo ou reduzir a zero a taxa de estacionamento das aeronaves que passarem pelo aeroporto.

Jobim anunciou a liberação de R$ 70 milhões para a reforma do terminal um do Tom Jobim. O ministro criticou a falta de sinalização e os pontos de estrangulamento no local, e reclamou da distância entre os dois terminais do aeroporto.

"O percurso é longo. Eu tenho pernas compridas e me incomodo. Imagine então para uma pessoa idosa", observou.

A meta do governo é ampliar o movimento no Tom Jobim para 12 milhões de passageiros por ano. Circulam no terminal atualmente 9 milhões de passageiros a cada ano, diante de uma capacidade total de 15 milhões de passageiros. Jobim alertou que apenas reformas não são necessárias para aumentar o fluxo de passageiros no aeroporto.

"É fundamental que o Rio de Janeiro aumente sua atratividade para a atração de mais turistas", declarou.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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